• 5 de março de 2026

Ticketmaster e Live Nation enfrentam julgamento por ‘explorar fãs’ e sufocar mercado de shows

A Justiça americana acusa a gigante de shows de manter monopólio ilegal para inflar preços de ingressos da Ticketmaster e taxas adicionais

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Ticketmaster, coordenada pela Live Nation, afirma ter lucro mínimo e nega exploração de fãsFoto: Pinterest/Reprodução/ND Mais

A Ticketmaster e sua detentora, a Live Nation, enfrentam um processo histórico movido pelo governo dos Estados Unidos por práticas de “monopólio”. A gigante é acusada de usar do seu poder de mercado para explorar fãs de música e sufocar a concorrência global.

O Departamento de Justiça americano afirma que a Live Nation mantém domínio ilegal no setor de entretenimento ao vivo. O objetivo da ação é, de certa forma, desmembrar a empresa para garantir preços mais justos e maior liberdade competitiva.

Táticas de pressão da Ticketmaster contra artistas e casas de shows

De acordo com a acusação apresentada no Tribunal Distrital em Manhattan, a Live Nation utiliza algumas táticas de pressão para garantir soberania. O governo alega que a empresa exige que artistas utilizem seus serviços de promoção para ter acesso a grandes arenas sob seu controle.

Além disso, casas de shows seriam pressionadas a ceder e assinar contratos exclusivos com a Ticketmaster. O argumento é que, diante da chance de perder as turnês mais famosas do mundo com alta probabilidade de renda, os locais acabam cedendo ao domínio que o grupo tem, o que limita as opções para o consumidor final.

Prédio corporativo da Live Nation com logotipo no topo; empresa é controladora da Ticketmaster no setor de eventosFuturo da Live Nation está em discussão após processo antitrusteFoto: Pinterest/Reprodução/ND Mais

Caos na turnê de Taylor Swift é exemplo

Um dos pontos altos do julgamento envolve a cantora Taylor Swift. O caos gerado na venda de ingressos para a “The Eras Tour” foi citado pelos promotores como uma prova clara das falhas estruturais e da falta de concorrência.

Na ocasião, milhões de fãs enfrentaram filas virtuais intermináveis e taxas abusivas, o que gerou uma onda de indignação global contra a plataforma.

Para o governo, esse episódio não foi um erro isolado, mas o resultado de um “colosso sem igual” que não teme perder clientes por falta de alternativas no mercado, o que gera preocupações.

Defesa nega ‘monopólio’ e cita lucros mínimos

Em contrapartida, a defesa da Live Nation nega as acusações. O advogado David Marriott afirmou ao júri que a empresa não detém poder de monopólio e que o setor é “mais competitivo do que jamais foi”.

Logotipo da Live Nation e da Ticketmaster, que são investigadas A Live Nation é dona da Ticketmaster, que pode deixar de pertencer ao grupoFoto: Pinterest/Reprodução/ND Mais

A empresa também sustenta que sua margem de lucro na venda de ingressos é de aproximadamente 5%, contestando a ideia de que lucra excessivamente às custas do público. Para a defesa, as estrelas da música e as grandes casas de shows são parceiros que possuem “forte poder de negociação”.

Futuro dos artistas e das casas de shows

Se a Justiça decidir por desmembrar a Live Nation, a estrutura do entretenimento mundial pode mudar drasticamente. Atualmente, a empresa opera de forma integrada, gerenciando mais de 300 artistas, controla 460 casas de shows e realizou cerca de 55 mil eventos apenas em 2025.

O desfecho na Justiça será decisivo para os bilhões de dólares que circulam anualmente na indústria da música.

Fonte: ND Mais

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