Descontos em campanhas podem chegar a 80%, e consumidores devem buscar os canais oficiais para regularizar pendências
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O número de brasileiros endividados segue elevado e exige atenção dos consumidores que enfrentam dificuldades para manter as contas em dia. Segundo dados apresentados pelo responsável pelo Procon de Videira, Daniel Argenta Coelho, mais de 83 milhões de pessoas estão com o nome registrado no Serasa, enquanto cerca de 80% possuem dívidas ativas ou estão endividadas.
O cenário, segundo Daniel, não é exclusivo de Videira e reflete uma realidade nacional. Entre as principais pendências estão contas em atraso, dívidas de cartão de crédito, financiamentos de veículos e imóveis e empréstimos que acabam comprometendo uma parcela significativa da renda.
Diante desse cenário, bancos, instituições financeiras e empresas têm promovido campanhas e mutirões para facilitar a renegociação. Em algumas dessas iniciativas, os descontos podem chegar a 80% do valor da dívida, o que pode ajudar o consumidor a colocar as contas em dia e regularizar o nome.
Mesmo fora dos períodos de mutirão, existem canais que permitem negociar diretamente com os credores. A orientação do Procon é que o consumidor procure a instituição financeira ou empresa onde possui a dívida, consulte as plataformas oficiais de negociação e, se necessário, busque o órgão para auxiliar na intermediação.
Manter o nome registrado nos órgãos de proteção ao crédito também pode trazer dificuldades para quem precisa contratar novos serviços financeiros. Segundo Daniel, a restrição pode interferir na aprovação de cartões de crédito, empréstimos e financiamentos de veículos ou imóveis.

Outra orientação é consultar as informações disponíveis no Banco Central. Por meio da conta Gov.br, o consumidor pode verificar os financiamentos registrados em seu nome e identificar outras pendências que possam representar uma restrição futura para a obtenção de crédito.
O cenário de dificuldades financeiras também aparece entre as empresas. Durante a entrevista, Daniel citou dados segundo os quais mais de 6 mil empresas solicitaram recuperação judicial nos últimos três anos, número que teria alcançado o maior patamar dos últimos dez anos.
Para o responsável pelo Procon, esse cenário acaba formando um ciclo que afeta empresas e consumidores. Por isso, a recomendação é não esperar a dívida crescer e buscar uma negociação assim que houver dificuldade para manter os pagamentos.
Fonte: RBV