O Banco Central implementou o bloqueio automático do Pix para transações suspeitas. Agora, as instituições podem reter valores por até 72 horas; saiba mais
Trocar de celular pode ativar o bloqueio automático do PixFoto: Imagem ilustrativa gerada pela IA/ND Mais
As novas regras de segurança do Pix, determinadas pelo Banco Central, já estão em vigor e podem resultar no bloqueio temporário de valores e na redução de limites de transferência em determinadas situações.
A mudança faz parte de um conjunto de diretrizes nacionais que padronizam os mecanismos de proteção no sistema financeiro e que visa reduzir golpes e irregularidades.
Conforme informações do Estado de Minas, as medidas afetam diretamente clientes de bancos como Nubank, Itaú e Caixa, especialmente em casos de suspeita de fraude ou uso em dispositivos não reconhecidos.
Uma das principais novidades é o chamado bloqueio cautelar, que permite às instituições financeiras reter valores recebidos via Pix por até 72 horas quando há indícios de irregularidade. Nesse período, o banco analisa a transação antes de liberar ou devolver o dinheiro.
Esse mecanismo funciona como uma medida preventiva, que não executa um cancelamento imediato da operação, mas realiza uma retençao temporária para evitar que recursos suspeitos sejam rapidamente movimentados entre contas.
Outro ponto relevante envolve o uso do Pix em dispositivos não reconhecidos pelo banco, que nesses casos, passam a valer limites mais restritivos:
A regra se aplica, por exemplo, quando o usuário troca de celular ou acessa a conta em um novo dispositivo. Nesse sentido, a validação serve para confirmar que a movimentação é legítima.
Além do dispositivo, o horário da transação também interfere nos limites. Durante o período noturno, geralmente entre 20h e 6h, o teto padrão para transferências é de R$ 1.000 para pessoas físicas.
As diretrizes nacionais para o bloqueio automático do Pix padronizam a defesa contra o crime digitalFoto: Reprodução/ND Mais
A medida busca reduzir crimes como sequestros-relâmpago e fraudes sob coação, que tendem a ocorrer fora do horário comercial.
Segundo o Banco Central, o cliente pode solicitar ajustes, mas dentro dos critérios definidos pelas instituições.
Fonte: ND Mais