Os três deputados do MDB que estiveram reunidos com o governador foram unânimes nos relatos de que o encontro foi cordial, de alto nível, embora inconclusivo, mas com proveitoso e amplo diálogo.
Revelaram, também, o firme propósito de Jorginho Melo de ter o MDB em sua administração para viabilizar uma eleição tranquila da nova Mesa Diretora da Assembleia e, sobretudo, a governabilidade da gestão.
Certamente, a preocupação de Jorginho Melo tem motivação histórica. Em 1975, escolhido governador, o sr. Antônio Carlos Konder, uma das principais lideranças de Santa Catarina no plano nacional, amargou uma derrota na Assembleia Legislativa, gerando uma crise que se estendeu por anos em seu governo.
Ele indicou o falecido deputado Sebastião Neto Campos para ser eleito presidente da Assembleia Legislativa, contando com a maioria tranquila da Arena, seu partido.
O MDB, única sigla de oposição, uniu-se a deputados arenistas descontentes. Resultado: Neto Campos foi derrotado por Epitácio Bittencourt, eleito novo presidente.
O segundo e mais grave, envolveu o ex-governador Carlos Moisés, que assumiu refugando a “política”, ignorou a importância da Assembleia e sofreu dois processos de impeachment. Os resultados todos conhecem.
Assim, a definição de novos secretários e titulares de cargos importantes no segundo escalão vai depender do que ocorrer no dia 1º de fevereiro, quando os deputados elegerão o novo presidente e a nova Mesa.
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Fonte: ND Mais