• 20 de março de 2026

Frete mais caro: veja os novos pisos mínimos do transporte

A medida segue a Lei nº 13.703/2018, que prevê o reajuste sempre que o combustível sobe mais de 5%, mecanismo chamado de “gatilho”

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Foto: Wenderson Araújo / CNA

A Agência Nacional de Transportes Terrestres, vinculada ao governo federal, anunciou o reajuste dos pisos mínimos de frete do transporte rodoviário de cargas após a recente alta no preço do diesel. A atualização foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira, 13 de março de 2026.

O aumento segue a Lei nº 13.703/2018, que determina a atualização da tabela sempre que houver variação superior a 5% no preço do combustível, mecanismo conhecido como “gatilho”.

Segundo a legislação, a revisão garante que os valores pagos aos transportadores acompanhem os custos operacionais, protegendo a categoria de perdas financeiras devido ao aumento do diesel.

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, entre os dias 8 e 14 de março de 2026, o preço médio do diesel S10 ao consumidor ficou em R$ 6,89 por litro.

Esse valor representa alta acumulada de 13,32% em relação ao último reajuste, quando o combustível custava R$ 6,08 por litro.

Reajustes detalhados por tipo de transporte

Com o acionamento do gatilho, os pisos mínimos de frete foram atualizados conforme a categoria de operação:

  • Transporte de carga lotação: aumento médio de 4,82%
  • Veículos automotores de carga: reajuste de 5,57%
  • Carga lotação de alto desempenho: alta de 6,15%
  • Veículos de alto desempenho: elevação de 7%

A tabela considera critérios como número de eixos, distância percorrida e características da carga, garantindo que cada transporte receba o valor mínimo adequado para os custos envolvidos.

Revisão periódica e acompanhamento do mercado

De acordo com a legislação vigente, a ANTT deve revisar a tabela a cada seis meses ou sempre que a variação do diesel ultrapassar o limite estipulado.

A medida busca evitar desequilíbrios financeiros para os transportadores e assegurar maior previsibilidade para o setor de transporte rodoviário de cargas no país.

Fonte: RBV

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