Expo Videira 2026 tem plano para enfrentar eventos climáticos, mas descarta cancelamento
Clemir Schimitt garante que a Comissão Central Organizadora monitora os alertas da Defesa Civil e afirma que, em caso de agravamento das condições climáticas, a alternativa será o adiamento da feira, preservando os investimentos de mais de 200 expositores
[wd_hustle id='1' type='social_sharing'/]
Foto: Assessoria de comunicação Prefeitura Municipal de Videira
A Comissão Central Organizadora (CCO) da Expo Videira 2026 acompanha de forma permanente os alertas meteorológicos emitidos pela Defesa Civil de Santa Catarina e pela Defesa Civil de Videira. A informação foi confirmada pelo presidente da CCO, Clemir Schimitt, que destacou que o evento possui planejamento para situações excepcionais, mas descartou a possibilidade de cancelamento da maior feira multissetorial do Meio-Oeste catarinense.
Segundo Schimitt, a organização trabalha para que a programação seja realizada conforme o cronograma, mas está preparada para tomar decisões responsáveis caso as condições climáticas se agravem.
“Estamos bem atentos e acompanhando cada movimentação da Defesa Civil, tanto do Município de Videira como da Defesa Civil Estadual, que tem feito sucessivos alertas em relação a essa situação climática. É óbvio que esperamos e desejamos que não tenhamos que tomar nenhum tipo de atitude em relação a isso. A gente torce para que realmente o clima se comporte dentro do razoável para que a gente consiga executar o evento.”
Ver essa foto no Instagram
Um post compartilhado por Rádio Videira FM 88.5 (@radio_videira)
Expo Videira não será cancelada
O presidente da CCO explicou que eventos de pequeno e médio porte normalmente contam com planos de contingência para lidar com imprevistos. No entanto, devido à dimensão da Expo Videira, o entendimento da comissão organizadora é diferente. Conforme Schimitt, o porte da feira, o impacto econômico e a quantidade de pessoas envolvidas tornam inviável um cancelamento definitivo.
“A Expo Videira não é diferente, mas não é exatamente um plano de contingência. É um convencimento que a Comissão Central Organizadora tem de que a Expo Videira, pelo tamanho e pelo porte, é o tipo de evento que não pode ser cancelado.”
Ele reforçou que, mesmo diante de um cenário extremo provocado pelo clima, a alternativa considerada seria apenas o adiamento.
“O que eventualmente poderia acontecer, no caso de termos um agravamento dessa situação climática, uma catástrofe — e a gente torce para que isso não aconteça — é um adiamento do evento.”
De acordo com Clemir Schimitt, a realização da Expo Videira envolve um volume expressivo de investimentos públicos e privados, além de uma complexa logística que mobiliza centenas de empresas e profissionais. Segundo ele, cada expositor investe muito além do valor pago pelo espaço dentro do parque de exposições.
“Cada expositor, quando compra um espaço, seja externo ou um estande interno, aquele custo é o menor que ele tem para participar da feira. Ele multiplica esse investimento por cinco, seis e, às vezes, até dez vezes.”
A estimativa da organização é que cada empresa invista, em média, entre R$ 20 mil e R$ 30 mil para participar da Expo Videira, valor considerado conservador pela comissão. Com 214 a 215 expositores confirmados, o montante movimentado pela feira alcança milhões de reais, considerando montagem de estandes, transporte, hospedagem, equipes, produtos e divulgação.
Expositores deixam outras feiras para participar da Expo Videira
Outro fator destacado pelo presidente da CCO é o compromisso assumido pelas empresas participantes. Muitas delas organizam seu calendário anual para estar presente na Expo Videira, abrindo mão de outros eventos no mesmo período. Além dos investimentos financeiros, Schimitt ressalta que existe uma grande cadeia logística envolvendo fornecedores, patrocinadores, prestadores de serviços e trabalhadores temporários.
“As pessoas deixam de participar de outras feiras para vir para cá. Tem toda essa logística que não justifica simplesmente um cancelamento.”
Embora a expectativa seja pela realização da programação nas datas previstas, a Comissão Central Organizadora afirma que acompanha diariamente os boletins meteorológicos e mantém diálogo constante com os órgãos oficiais. Caso ocorra uma situação de calamidade que impeça a realização da feira com segurança, a organização pretende discutir um novo calendário juntamente com patrocinadores, expositores e parceiros.
“Se porventura nós tivermos esse agravamento, o que a Comissão Organizadora está preparada é para discutir junto com patrocinadores e expositores um rearranjo do evento, mas ele acontece.”