• 28 de outubro de 2026

Carta de Flávio Bolsonaro tem Brasil com Z e brasão dos ‘Estados Unidos do Brazil’ de 1889

Documento publicado pelo senador traz a palavra 'Brazil' com Z, utilizada no Brasão de Armas criado em 1889 com a antiga denominação do país; carta questiona eleições sem apresentar provas

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Carta de Flávio Bolsonaro escreve Brasil com Z e usa brasão dos ‘Estados Unidos do Brasil’Foto: Reprodução/ND Mais

O senador Flávio Bolsonaro divulgou uma carta pública na qual se autodenomina “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, faz acusações de fraude no processo eleitoral, sem provas, e confirma sua permanência nos Estados Unidos.

O documento chamou a atenção por detalhes visuais e formais: traz o nome do país grafado com “Z” (“Brazil”), utilizado no Brasão de Armas de 1889 com a inscrição antiga “Estados Unidos do Brasil”, escolhidos para abrir a carta.

O senador Flávio Bolsonaro divulgou uma carta pública na qual se autodenomina “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, faz acusações de fraude no processo eleitoral, sem provas, e confirma sua permanência nos Estados Unidos.

O documento chamou a atenção por detalhes visuais e formais: traz o nome do país grafado com “Z” (“Brazil”), utilizado no Brasão de Armas de 1889 com a inscrição antiga “Estados Unidos do Brasil”, escolhidos para abrir a carta.

A publicação ocorreu após a apuração do segundo turno das eleições. No texto, o parlamentar afirma que passará a liderar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva a partir do território norte-americano, alegando sofrer perseguição política no Judiciário brasileiro.

De ‘Estados Unidos do Brasil’ a ‘República Federativa’: a história do nome do Brasil

A denominação Estados Unidos do Brazil foi criada em 19 de novembro de 1889 pelo Decreto nº 4 e oficializada na Constituição de 1891, logo após a Proclamação da República.

A escolha do nome e do Brasão de Armas buscava espelhar o modelo de federação dos Estados Unidos da América, concedendo grande autonomia política, administrativa e jurídica aos estados brasileiros.

O nome deixou de ser utilizado em 24 de janeiro de 1967, com a promulgação da nova Carta Magna durante o regime militar, quando o país passou a se chamar República Federativa do Brasil.

A mudança ocorreu principalmente para reforçar a centralização do poder em Brasília, reduzir a autonomia dos estados e afirmar uma identidade nacional própria, desvinculando o país do nome que copiava a nomenclatura norte-americana.

O que diz a carta de Flávio Bolsonaro

No documento, o senador critica a atuação do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), citando a extensão do horário de votação no dia do pleito e alegando que houve abuso de poder político e econômico durante a campanha.

Flávio Bolsonaro declarou que deixou o Brasil com a família para buscar o que classificou como “segurança jurídica” nos Estados Unidos, citando acolhimento do presidente Donald Trump e do presidente da Argentina, Javier Milei. O parlamentar negou que tenha fugido do país e afirmou que não existe mandado de prisão em aberto contra ele.

Carta de Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro divulgou uma carta pública na qual se autodenomina “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, faz acusações de fraude no processo eleitoral, sem provas, e confirma sua permanência nos Estados Unidos.

O documento chamou a atenção por detalhes visuais e formais: traz o nome do país grafado com “Z” (“Brazil”), utilizado no Brasão de Armas de 1889 com a inscrição antiga “Estados Unidos do Brasil”, escolhidos para abrir a carta.

Conteúdos em alta

A publicação ocorreu após a apuração do segundo turno das eleições. No texto, o parlamentar afirma que passará a liderar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva a partir do território norte-americano, alegando sofrer perseguição política no Judiciário brasileiro.Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google.

De ‘Estados Unidos do Brasil’ a ‘República Federativa’: a história do nome do Brasil

A denominação Estados Unidos do Brazil foi criada em 19 de novembro de 1889 pelo Decreto nº 4 e oficializada na Constituição de 1891, logo após a Proclamação da República.

A escolha do nome e do Brasão de Armas buscava espelhar o modelo de federação dos Estados Unidos da América, concedendo grande autonomia política, administrativa e jurídica aos estados brasileiros.

O nome deixou de ser utilizado em 24 de janeiro de 1967, com a promulgação da nova Carta Magna durante o regime militar, quando o país passou a se chamar República Federativa do Brasil.

A mudança ocorreu principalmente para reforçar a centralização do poder em Brasília, reduzir a autonomia dos estados e afirmar uma identidade nacional própria, desvinculando o país do nome que copiava a nomenclatura norte-americana.

O que diz a carta de Flávio Bolsonaro

No documento, o senador critica a atuação do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), citando a extensão do horário de votação no dia do pleito e alegando que houve abuso de poder político e econômico durante a campanha.

Flávio Bolsonaro declarou que deixou o Brasil com a família para buscar o que classificou como “segurança jurídica” nos Estados Unidos, citando acolhimento do presidente Donald Trump e do presidente da Argentina, Javier Milei. O parlamentar negou que tenha fugido do país e afirmou que não existe mandado de prisão em aberto contra ele.

Carta de Flávio Bolsonaro

“Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, escreveu no texto.

Uso de brasão e erro de grafia

O documento oficializado pelo senador apresentou elementos que repercutiram nas redes sociais e nos meios políticos:

  • Grafia do país: O nome do Brasil foi escrito com a letra “Z” (“Brazil”), padrão utilizado na língua inglesa.
  • Símbolo institucional de 1889: A imagem exibida no cabeçalho utiliza o Brasão de Armas da República criado em 19 de novembro de 1889 pelo Decreto nº 4. O símbolo traz o texto “Estados Unidos do Brazil”, denominação oficial adotada na Constituição de 1891 e alterada apenas em 1967 para “República Federativa do Brasil”.

Comparações históricas e apoio político

Na carta, o senador comparou sua saída do país a episódios históricos de figuras como Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado, afirmando que atuar fora do território nacional é uma forma de manter a oposição ativa.

Flávio Bolsonaro direcionou mensagens a senadores, deputados e governadores aliados, citando nominalmente o senador Rogério Marinho como seu candidato à presidência do Senado, e prometeu fazer pronunciamentos regulares ao público brasileiro para orientar ações da oposição.

Próximos passos de Flávio Bolsonaro

O parlamentar informou que pretende apresentar nos próximos dias uma estratégia para mobilizar apoiadores no Brasil. Até o momento, os tribunais superiores (STF e TSE) e o governo federal não emitiram notas oficiais em resposta direta ao conteúdo da carta divulgada.

Leia a carta de Flávio Bolsonaro

Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.

Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.

Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.

A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime. Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento.

Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.

Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment. Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política.

Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança. Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.

Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.

Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país. José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York. Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e María Corina Machado, mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática. Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.

Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.

Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam.

À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.

Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.

E a você, que votou em mim e sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil. Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista.

Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar.

Que Deus abençoe o Brasil.

Fonte: NDMais

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