• 30 de novembro de 2022

Bombeiros estimam que 30 pessoas estão soterradas após deslizamento na BR-376

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O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná estima que cerca de 30 vítimas estão soterradas após o deslizamento na BR-376, em Guaratuba, que aconteceu na noite de segunda-feira (28) e já matou, pelo menos, duas pessoas.

Em coletiva na manhã desta quarta-feira (30), o Gabinete de Crise instalado pelo governo do Paraná atualizou as informações sobre a atuação no local.

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) deixou a área de deslizamento na BR-376, em Guaratuba, na tarde desta quarta-feira (30). O motivo é a forte chuva no local e a falta de segurança para realizar o resgate das vítimas. Há risco de um novo desmoronamento de terra, segundo a corporação.

De acordo com os órgãos de segurança, a chuva constante e o risco de novos deslizamentos prejudicam o trabalho de resgate das vítimas, assim como a liberação da pista no trecho impactado.

“Hoje conseguimos avançar na retirada de três veículos e de uma carreta, de onde foi retirado o segundo óbito”, diz o coronel Manoel Vasco de Figueiredo Junior, comandante Corpo de Bombeiros Militar do Paraná. Não havia pessoas nos carros.

O corpo da segunda vítima fatal confirmada foi encaminhado para Curitiba, ainda sem identificação. A primeira vítima foi identificada como João Maria Pires, de 60 anos, motorista de um caminhão que ficou pendurado na rodovia após o deslizamento.

Uso de câmeras térmicas para localização de vítimas

Na manhã desta quarta-feira (30), os bombeiros começaram a usar câmeras térmicas, que detectam o calor mesmo abaixo da terra, para tentar encontrar possíveis sobreviventes. Apesar disso, nenhuma vítima foi localizada dessa maneira até o momento, até porque a chuva atrapalha o uso do dispositivo.

O comandante Vasco explica que, no início, a força-tarefa trabalhava com a estimativa de cerca de 30 a 50 vítimas, diante dos relatos de testemunhas que estavam no local durante o deslizamento. Porém, a estimativa diminuiu para 30 vítimas já que a operação trabalha, agora, com a possibilidade de menos veículos no local.

A Polícia Científica do Paraná informa que recebeu 19 contatos sobre pessoas possivelmente desaparecidas no local – alguns sobre uma mesma pessoa. O órgão entrevistou as famílias para que, após a localização das vítimas, seja mais fácil identificá-las.

Previsão de chuva segue a atrapalha a operação

Desde o deslizamento, a chuva praticamente não parou no local e a previsão é de que ela siga também nesta quarta-feira, mantendo a complexidade dos trabalhos no local. “Está previsto um aumento das chuvas. A área já é de risco e tende a piorar”, afirma o comandante Vasco.

Existe, inclusive, a preocupação de que a própria pista acabe cedendo no local. No momento, uma carreta segura parte do volume de terra que caiu da encosta e movimentá-la pode trazer riscos.

“A limpeza de pista está difícil no momento porque a gente está com um grau de risco grande, com a carreta segurando o volume de terra. Há preocupação com a própria pista pelo peso se houver mais deslizamento de terra. Não estamos focados na liberação”, fala Vasco.

Apesar disso, a ideia da Polícia Rodoviária Federal é, quando possível, manter o trecho em pista simples para a passagem de veículos. “Tendo condição de segurança, queremos que isso aconteça o mais rápido possível, mas não tem estimativa”, avisa Antônio Paim de Abreu Junior, superintendente da PRF no Paraná.

No local, atuam bombeiros de Santa Catarina e do Paraná, além de policiais rodoviários federais, Defesa Civil e profissionais da Arteris Litoral Sul, concessionária que administra a rodovia.

Fonte: Rádio Videira

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