• 20 de fevereiro de 2022

Aos 14 anos, aluna do Aplicação da UFSC descobre sete novos asteroides; saiba como

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O que você fazia aos 14 anos de idade? Pois Rosa Maria Miranda, aluna do 9º ano do Colégio de Aplicação da UFSC, descobriu sete possíveis asteroides com essa idade. Filha de técnica em Meteorologia e aluna do curso de Geografia na UFSC, Rosa encontrou nos pais o incentivo para desbravar o espaço sideral desde criança.

Através do projeto ‘O Caça Asteroides MCTI’, uma parceria entre o Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações e o International Astronomical Search Collaboration da Nasa, a estudante pode realizar pesquisas e possíveis descobertas sobre o assunto.

Com o apoio das iniciativas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), o programa da qual ela participa visa popularizar a ciência entre cidadãos voluntários.

O Caça Asteroides

O Caça Asteroides é realizado por meio de uma plataforma da Nasa que fornece imagens captadas por um telescópio pertencente à Universidade do Havaí.

Essas imagens são distribuídas às equipes cadastradas e analisadas pelo software Astrometrica. Os participantes recebem treinamento online para sua realização e devem identificar e enviar os relatórios dos asteroides ou objetos próximos à Terra.

Sistema mostra descobertas da aluna do 9º ano – Foto: UFSC/Divulgação/ND

Apaixonada por Astronomia, a ciência que estuda os corpos celestes do Universo, a aluna do Aplicação tem se especializado no tema nos últimos anos através de cursos e seminários do MCTI. Rosa Maria concluiu um ciclo de palestras na Agência Espacial Brasileira e participou também das Olimpíadas Brasileiras de Física e Matemática.

Neste intervalo, conheceu o projeto ‘O Caça Asteroides’ pelas mídias sociais e foi convidada por um amigo a integrar a iniciativa.

Até o momento, ela descobriu sete possíveis asteroides. Essa detecção preliminar é catalogada somente após uma análise minuciosa. Os relatórios da estudante serão revisados e validados pelo IASC e, então, submetidos ao Minor Planet Center, em Harvard, nos Estados Unidos.

Com o tempo, se as detecções de Rosa Maria forem confirmadas por observações adicionais feitas por grandes pesquisas do céu (por exemplo, Pan-STARRS, Catalina Sky Survey), elas podem se tornar descobertas e ser numeradas pela IAU, entidade que faz o anúncio oficial quando há uma comprovação. Todo este processo, desde a primeira detecção até o status de descoberta, leva de 6 a 10 anos.

“Eu adoro esse assunto e quero muito seguir profissionalmente em uma área ligada ao setor aeroespacial. Acho que pode trazer várias contribuições para sociedade. Inicialmente, penso em cursar Astrofísica, fazer intercâmbios, elaborar projetos ligados a esse tema, parcerias com observatórios. E, para faculdade, meu sonho é o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts)”, revela.

Fonte: ND Mais

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