Santa Catarina registrou 1.675 mil mortes por Covid-19 entre 1º de novembro até 28 de fevereiro. Entre elas, 79% dos óbitos foram de pessoas que estavam com a dose de reforço em atraso.
O boletim divulgado pela Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), na última quinta-feira (17), buscou alertar os gestores municipais sobre a importância da vacinação completa para obter a proteção ampliada contra formas graves e até mesmo a morte.
Neste período, 1.329 catarinenses morreram com a dose de reforço em atraso. Destes, 758 (45%) completaram o esquema primário e 571 (34%) não receberam uma única dose. Além disso, outras 346 pessoas estavam com a vacinação completa, tendo recebido a dose de reforço.
Ainda conforme a Dive/SC, o risco de mortes entre as pessoas não vacinadas é 33 vezes maior nos idosos e 19 vezes maior nos adultos em comparação com as pessoas do mesmo grupo com a vacinação completa (esquema primário + dose de reforço).
Entre os idosos com 60 anos ou mais de idade que são elegíveis para a vacinação (1.094.620 pessoas), pouco mais de 25 mil ainda não se vacinaram ou estão com o esquema primário incompleto e mais de 360 mil ainda não receberam a dose de reforço.
Já em relação à população adulta com 18 a 59 anos de idade elegível para vacinação (4.478.600 pessoas), mais de 350 mil ainda não se vacinaram ou estão com o esquema primário incompleto.
No geral, mais de 2,5 milhões de catarinenses ainda não receberam a dose de reforço até o momento, e estão desprotegidos contra formas graves da Covid-19, conforme levantamento realizado até o fim de fevereiro.
Fonte: Rádio Videira