Defesa de Flávio Bolsonaro acusa sindicatos e movimentos sociais de usar dinheiro e estruturas próprias para favorecer a reeleição de Lula
Flávio Bolsonaro pede ao TSE a cassação da chapa de Lula e Alckmin por suposto abuso de poder econômico envolvendo sindicatos nas eleições de 2026Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Joédson Alves/Agência Brasil
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou com uma ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), nesta quarta-feira (14), pedindo a cassação da chapa do presidente Lula (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB).
A defesa acusa sindicatos e movimentos sociais de usar dinheiro e estruturas próprias para favorecer a campanha de reeleição do petista.
Segundo os advogados de Flávio, oito centrais sindicais e organizações como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e a UNE (União Nacional dos Estudantes) teriam atuado como comitês eleitorais de Lula, utilizando funcionários, sedes, recursos financeiros e canais de comunicação para promover a candidatura.
A ação aponta suposto abuso de poder econômico, abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. As acusações ainda precisam ser analisadas pela Justiça Eleitoral.

Uma das principais acusações apresentadas pela defesa envolve uma declaração de Luiz Allan Kunzle, diretor administrativo da Associação dos Professores da UFPR (Universidade Federal do Paraná), durante um ato de apoio ao presidente.
Na ocasião, Kunzle afirmou que o sindicato nacional estava destinando dinheiro a comitês eleitorais de Lula em diferentes estados.
“Pelo sindicato nacional, estamos pondo dinheiro nos comitês em todos os Estados do Brasil, ou seja, as universidades vão ter recurso, os comitês locais, pela candidatura do Lula, estão tendo recurso do sindicato nacional”, declarou.
Para a defesa de Flávio, a declaração levanta suspeitas de financiamento irregular da campanha petista. Os advogados argumentam que a legislação eleitoral proíbe sindicatos de fazer doações a candidatos, seja diretamente em dinheiro ou por meio de serviços, materiais e publicidade.
A fala do dirigente, porém, não comprova, por si só, que os repasses tenham ocorrido.

Além da cassação da chapa de Lula e Alckmin, Flávio pede que o TSE adote medidas urgentes para impedir o uso de estruturas sindicais em atividades de campanha até o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A defesa quer proibir que entidades e dirigentes utilizem sedes, funcionários, veículos, dinheiro, sites, redes sociais, jornais e listas de filiados para promover Lula ou fazer propaganda contra Flávio.
“As ordens se dirigem à estrutura das entidades, que a lei proíbe de participar da campanha, e são limitadas no tempo, até o fim do 2º turno”, afirma o documento.
Os advogados também pedem que sejam preservadas publicações nas redes sociais, informações financeiras e outros registros que possam ajudar a esclarecer as suspeitas.
Ao final da investigação, a campanha de Flávio quer que o TSE reconheça as supostas irregularidades e determine a cassação dos registros ou diplomas de Lula e Alckmin. A ação também pede a inelegibilidade por oito anos dos candidatos e dos dirigentes considerados responsáveis pelos atos.
O pedido foi apresentado a 11 dias do segundo turno e ainda depende de análise do TSE.
Fonte: NDMAIS