Caminhoneira é acolhida por família de Videira após passar mal durante viagem
Andréa Regina da Silva, que viajava do Mato Grosso, precisou ser internada no Hospital Divino Salvador e recebeu apoio de moradores de Videira enquanto aguardava a chegada de outro motorista
[wd_hustle id='1' type='social_sharing'/]
Foto: Ascom | HSDS
Uma história de solidariedade e acolhimento emocionou profissionais e pacientes do Hospital Divino Salvador, em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina. A caminhoneira Andréa Regina da Silva, que viajava do Mato Grosso, passou mal enquanto estava com o caminhão no município e precisou ser encaminhada para atendimento médico. Após nove dias internada, ela recebeu alta, mas ainda enfrentava uma dificuldade: o segundo motorista que buscaria o caminhão só chegaria no sábado.
Longe de casa e sem ter onde permanecer durante a espera, Andréa chegou a considerar a possibilidade de ficar em um hotel, com as despesas pagas pela empresa. No entanto, segundo ela, a opção não representava o acolhimento que havia recebido desde que chegou a Videira. Foi então que uma família do município decidiu abrir as portas de casa para receber a caminhoneira.
Solidariedade nasceu de uma história familiarem Videira
A iniciativa partiu do pai de Cristiana de Araújo, que também foi caminhoneiro durante toda a vida. Ao saber que havia uma paciente de fora da cidade prestes a receber alta e sem um local para ficar, ele decidiu acolhê-la.
A decisão foi motivada por uma lembrança de anos atrás. Quando ainda era caminhoneiro, o pai de Cris passou mal em Brasília e também precisou da ajuda de uma pessoa que, mesmo sem conhecê-lo, ofereceu acolhimento até que alguém da região pudesse viajar para buscá-lo. Anos depois, a família encontrou uma oportunidade de retribuir aquele gesto.
“Meu pai foi caminhoneiro a vida toda e, alguns anos atrás, ele estava em Brasília, passou mal e foi acolhido por uma pessoa de Brasília. Essa pessoa ficou com ele até que alguém aqui da nossa região fosse para lá e pudesse trazê-lo de volta para nós”
Segundo ela, receber Andréia em casa é uma forma de transformar aquela experiência do passado em um novo gesto de solidariedade.
“Como gratidão, nós oferecemos a nossa casa para a Andréia, para que ela seja acolhida, para que ela se sinta segura e para que a gente retribua aquilo que foi feito pelo meu pai há muitos anos atrás.”
Caminhoneira passou nove dias internada em Videira
Andréa contou que tudo começou quando passou mal enquanto estava com o caminhão parado. Ela foi atendida e encaminhada para o hospital, onde os médicos investigaram a possibilidade de uma trombose. “Não sabia que eu estava com trombose, ainda bem que tudo aconteceu quando eu parei com o caminhão e vim para cá”, relatou.
A caminhoneira destacou o atendimento recebido desde os primeiros momentos, incluindo o suporte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da equipe do Hospital Divino Salvador. Segundo Andréa, foram nove dias de internação, período em que recebeu assistência médica e também criou vínculos com profissionais e pessoas que estavam ao seu redor.
Ela afirmou que se sentiu acolhida desde a chegada a Videira.
“Fui muito recebida aqui na cidade, primeiramente no hospital. Um hospital imenso, todo mundo amoroso.”
Rede de solidariedade se formou em Videira
Além da equipe médica e hospitalar, outras pessoas também ajudaram Andréia durante o período em que permaneceu na cidade. Uma amiga em comum, identificada como Adri, ajudou a buscar as roupas que estavam no caminhão. Andréia havia chegado ao hospital sem seus pertences pessoais.
A caminhoneira também destacou o apoio recebido da empresa e de outras pessoas que se mobilizaram para ajudá-la durante o período de recuperação. Com a alta médica, surgiu a possibilidade de permanecer na casa da família até a chegada do transporte e do segundo motorista responsável por seguir viagem com o caminhão.
Para Andréa, além de garantir um local seguro para ficar, a oportunidade também representa uma chance de conhecer um pouco mais de Videira.
“Eu vou ter oportunidade de ficar na casa dela e de conhecer um pouco mais Videira. Eu vou aproveitar essa oportunidade, até que chegue o meu transporte.”
Emocionada, Andréia agradeceu a todas as pessoas que participaram da rede de apoio formada durante os nove dias em que esteve na cidade. “Se eu pudesse, eu citava o nome de todas que me acolheram. Estou muito feliz e agradeço muito à Cris. Eu não sei nem o que dizer, sem palavras, e gratidão por tudo”, afirmou.
A história chamou a atenção justamente pela forma como diferentes pessoas se uniram para ajudar uma profissional que estava longe de casa e enfrentava um momento de fragilidade. O gesto também mostra como uma experiência de solidariedade vivida no passado pode atravessar gerações e voltar a acontecer em um momento inesperado.
Hospital Divino Salvador reforça compromisso com a vida
Ao comentar o caso, a equipe do Hospital Divino Salvador destacou a emoção de acompanhar uma história em que o atendimento médico acabou dando origem a uma rede de solidariedade.
“Não tem como não se emocionar, porque aqui dentro do Hospital Divino Salvador, o nosso compromisso é com a vida.”