Ex-presidente participou das comemorações dos 200 anos do Legislativo e avaliou cenário político e relação do governo com Congresso
Líderes do Congresso e ex-presidente Michel Temer participam de celebraçãoFoto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias
Durante a comemoração dos 200 anos da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (05), o ex-presidente Michel Temer afirmou que o Legislativo é um “baluarte da democracia” e destacou o papel histórico da instituição na preservação do regime democrático no país.
Segundo Temer, momentos de ruptura institucional, como regimes autoritários, costumam atingir diretamente o funcionamento do Congresso Nacional.
“O Legislativo sempre foi um local de presidência da democracia ao longo do tempo. Quando há sistema autoritário, há prejuízo para a Câmara e o Senado”, disse.
O ex-presidente, que já presidiu a Câmara em três ocasiões, também avaliou o atual cenário político. Questionado sobre a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, Temer afirmou que a decisão não foi positiva para o governo, mas ressaltou o perfil técnico do indicado.
“Evidentemente não foi bom para o governo, mas conheço Jorge Messias há muito tempo. É um jurista competente. Muitas vezes, o ambiente político leva a essas circunstâncias”, declarou.
Temer evitou críticas diretas ao Senado e reforçou o papel institucional da Casa. “O Senado fez aquilo que podia fazer. É o seu papel”, disse.
Ao comentar o clima político atual, o ex-presidente defendeu a busca por equilíbrio entre os Poderes e destacou a necessidade de pacificação. “Mais do que nunca, é preciso buscar a pacificação do país. Quem vai examinar caso a caso é o Supremo, mas o Congresso tem seu papel na definição das regras”, afirmou.
No campo internacional, Temer considerou positiva a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os Estados Unidos, mas avaliou que o encontro poderia ter ocorrido antes. “É útil. O Brasil precisa adotar o multilateralismo e dialogar com seus principais parceiros comerciais, como China e Estados Unidos”, disse.
Questionado sobre o cenário eleitoral, Temer evitou projeções e respondeu de forma breve: “Isso você me pergunta em setembro”.
Fonte: ND Mais