O presidente Lula participará de um evento com líderes de outras nações no Chile; a viagem ocorre em meio ao tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump
Presidente Lula embarca para o Chile neste domingo (20) – Foto: Ricardo Stuckert / PR/ND
Neste domingo (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca para Santiago, capital do Chile. No local, Lula participará de um evento em defesa da democracia e do multilateralismo.
Conforme o R7, o encontro é organizado pelo presidente chileno, Gabriel Boric, e estava previsto desde fevereiro. O evento ocorre em meio ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil.
Presidentes de outros países, como Uruguai, Espanha e Colômbia, também marcarão presença no fórum intitulado “Democracia Sempre”, que acontece na segunda-feira (21). De acordo com o R7, os líderes discutirão a tarifa de 50% sancionada por Trump.
O evento tem como objetivo debater o fortalecimento da democracia, as desigualdades, a desinformação e a regulamentação das tecnologias emergentes.
O Brasil foi o país mais atingido pelas novas tarifas comerciais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida, revelada na quarta-feira (9), impõe uma taxa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para o mercado americano – o maior porcentual entre as 22 nações notificadas até agora. A nova tarifa entra em vigor no dia 1º de agosto.
Na carta enviada diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Trump justificou a punição como resposta ao que considera um tratamento injusto ao seu aliado Jair Bolsonaro, além de criticar o que chamou de “relações comerciais desiguais” entre os dois países. Segundo o republicano, o Brasil impõe barreiras que dificultam a entrada de produtos americanos e desequilibram o comércio bilateral.
Tarifaço ao Brasil foi imposto pelo Trump – Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert/ND
Trump também mandou abrir uma investigação formal contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA – um dispositivo usado em disputas comerciais com países acusados de práticas desleais.
A operação contra Bolsonaro foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), e apura um suposto plano articulado por Jair Bolsonaro com apoio de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos.
A investigação aponta uma atuação coordenada para pressionar o governo americano a interferir no julgamento da ação penal que acusa o ex-presidente de tentativa de golpe de Estado.
Moraes determinou restrições nas redes sociais, mandados de busca e apreensão, além da imposição de tornozeleira eletrônica ao Jair Bolsonaro. – Foto: Reprodução/Wilton Junior/Estadão Conteúdo/ND
Como parte das medidas cautelares, Moraes determinou restrições nas redes sociais, mandados de busca e apreensão, além da imposição de tornozeleira eletrônica.
Fonte: ND Mais