• 8 de dezembro de 2025

Você passa protetor do jeito certo? Erros comuns aumentam risco de câncer de pele

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pele é o mais frequente no Brasil, representando cerca de 33% dos diagnósticos

[wd_hustle id='1' type='social_sharing'/]

Médica ensina dicas de como evitar o câncer de peleFoto: Reprodução/ND Mais

Perto da chegada do verão, cresce a preocupação com os cuidados de prevenção contra o câncer de pele. O Dezembro Laranja, campanha anual da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), reforça essa atenção e marca o início de um período em que a radiação solar se intensifica.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), esse é o tipo de câncer mais frequente no Brasil, representando cerca de 33% dos diagnósticos e somando aproximadamente 185 mil novos casos por ano.

A dermatologista Ana Maria Benvegnú explica os principais fatores de risco para a doença. “Sem dúvida o principal fator de risco para o câncer da pele é a exposição à radiação ultravioleta intensa e de forma cumulativa”, afirma.

Também correm mais risco pessoas de pele clara, com histórico de queimaduras solares, antecedentes familiares, uso de câmeras de bronzeamento artificial e indivíduos imunossuprimidos.

A maneira correta de se proteger do câncer de pele

O uso diário do protetor solar é a forma mais eficaz de reduzir as chances de desenvolvimento da doença. Ana Maria destaca que até 80% da radiação ultravioleta atravessa nuvens e vidros, o que torna indispensável o uso do produto mesmo em dias nublados ou em ambientes internos próximos a janelas.

O uso diário do protetor solar é a forma mais eficaz de reduzir as chances de desenvolvimento do câncer de peleO uso diário do protetor solar é a forma mais eficaz de reduzir as chances de desenvolvimento do câncer de peleFoto: Freepik/Divulgação/ND

No verão, a frequência da aplicação deve ser maior. O ideal, segundo a dermatologista, é reaplicar o produto a cada duas horas, principalmente depois de entrar no mar ou na piscina, transpirar ou se secar com toalha.

“Durante o verão, o ideal é usar uma quantidade maior de protetor e associar com chapéus, roupas com proteção ultravioleta e óculos escuros”, orienta.

A médica recomenda ainda evitar a exposição solar direta entre 10h e 16h, período de maior incidência de raios UVA e UVB. Para quem pretende aproveitar a estação com segurança, ela reforça a necessidade de protetores com FPS 50 ou mais e proteção UVA de amplo espectro. Hidratação da pele e ingestão adequada de água também fazem parte dos cuidados essenciais.

Sinais de alerta para um diagnóstico precoce

Diagnóstico precoce é fundamental para tratar o câncer de pele. Para isso, a médica recomenda ficar atento aos sinais que o corpo dá, como pintas que mudam de cor ou formato, feridas que não cicatrizam, lesões rosadas com brilho perolado e manchas escuras em locais como unhas, plantas dos pés e olhos.

“Qualquer mudança na pinta, ferida que não cicatriza ou surgimento de lesão após os 30 anos deve ser avaliado por um dermatologista”, reforça Ana Maria.

A médica também esina o método ABCDE para avaliar manchas suspeitas que podem ser sinal de câncer de pele:

  • Assimetria;
  • Bordas irregulares;
  • Cores diferentes na mesma lesão;
  • Diâmetro maior que 6mm;
  • Evolução da pinta ou mancha ao longo do tempo.

Os diferentes tipos de cânceres de pele

Os cânceres de pele são classificados em melanoma e não melanoma. O carcinoma basocelular é o mais comum e menos agressivo, ocorrendo principalmente em áreas expostas ao sol. Já o carcinoma espinocelular apresenta maior risco de metástase local.

É importante examinar pintas e manchas estranhasÉ importante examinar pintas e manchas estranhasFoto: Divulgação/ND

O melanoma, embora menos frequente, é o mais perigoso devido à alta capacidade de se espalhar para outros órgãos.

“O diagnóstico é feito com avaliação clínica e dermatoscopia e, se necessário, com biópsia. O tratamento varia conforme o tipo, podendo incluir cirurgia, nitrogênio líquido, quimioterapia tópica, radioterapia ou imunoterapia em casos avançados”, explica a médica.

Consultas regulares ajudam a salvar vidas

O acompanhamento dermatológico é fundamental para prevenção e detecção precoce. Consultas periódicas permitem monitorar pintas, avaliar alterações e orientar sobre as melhores práticas de proteção solar.

“O acompanhamento dermatológico vai muito além. É orientação, avaliação e cuidado individualizado”, conclui Ana Maria.

Ana Maria Benvegnú é uma médica dermatologista com foco em saúde da pele, cabelos e unhas, formada pela UFSM e atuação em Florianópolis (SC).

Procure orientação profissional de saúde As informações sobre saúde e bem-estar publicadas neste conteúdo têm caráter informativo e não substituem o diagnóstico ou tratamento feito por profissionais. Se você estiver com sintomas ou dúvidas relacionadas à sua saúde física ou mental, procure um médico ou profissional habilitado.

Fonte: ND Mais

Notícias por e-mail ↓

Receba conteúdos atualizados com prioridade!