Alta do petróleo após início do conflito pressiona combustíveis e pode elevar custos do transporte e da inflação no estado
Guerra no Oriente Médio aumenta preço do diesel em Santa CatarinaFoto: Reprodução/Adobe Stock/ND Mais
A escalada da guerra no Oriente Médio já começou a impactar o preço do diesel em Santa Catarina. Ao ND Mais, representantes do setor afirmaram que o litro do combustível já subiu quase R$ 2 no estado desde o início do conflito, alta que acompanha a disparada do petróleo no mercado internacional.
O presidente do Sinpeb (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo), Júlio Cesar Zimmermann, afirmou que o preço já aumentou quase R$ 2 o litro no estado desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Segundo Zimmermann, o barril de petróleo chegou a R$ 120 na terça-feira (10), aumento de 75% no valor registrado antes do conflito, de R$ 68.
“É um aumento absurdo. Imagina o quanto vai impactar na inflação. O transporte no Brasil é quase todo rodoviário. Então, infelizmente, tudo vai subir. Vamos torcer para que a guerra termine. Porque, se não, cada vez vai ser pior”, ressaltou.
O presidente do Sinpeb afirmou ainda que o preço da gasolina também deve ser afetado, mas não tanto quanto o diesel. “Não há o que se preocupar com a gasolina. Ela tem um pequeno reajuste, mas não vai ser no patamar do óleo diesel, porque nós temos as nossas refinarias”, explicou.
Sobre a possibilidade de desabastecimento do combustível no estado, Cesar Ferreira, secretário executivo do Sincombustíveis (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Litoral de SC), afirma que não é preciso se preocupar, pois não há relatos de falta de diesel em Santa Catarina.
Após aumento na produção, Petrobras reduz valor do diesel para distribuidorasFoto: Marcello Casal JR/Agência Brasil/ND Mais
Segundo Ferreira, as distribuidoras estão racionando o combustível “pontualmente” para administrar melhor seus estoques apenas por precaução.
“Neste momento, o que se observa em alguns pontos é uma situação de racionamento pontual, adotada por distribuidoras como medida preventiva de gestão de estoque. O abastecimento segue ocorrendo normalmente e não há indicação de desabastecimento generalizado. Mas, o que se sabe, é que os custos nas distribuidoras estão alterando diariamente”, destacou.
A guerra foi desencadeada por um ataque dos Estados Unidos contra o Irã na madrugada do dia 28 de fevereiro, que matou Ali Khamenei, o líder supremo do Irã, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian e a primeira-dama do Irã, Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh.
Ataque em Tehran, capital do IrãFoto: Creative Commons Attribution/Reprodução/ND Mais
Após o ataque, o Irã passou a bombardear Israel e outros países vizinhos, e os governos israelense e estadunidense revidaram. Desde então, tanto o presidente Donald Trump quanto o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, descartaram qualquer tipo de acordo. O filho mais velho do aiatolá morto, Mojtaba Khamenei, foi o escolhido para a sucessão.
Segundo o monitoramento em tempo real do jornal Al Jazeera, em 12 dias de guerra, até a manhã de quarta-feira (11), quase 2 mil pessoas foram mortas em nove países, incluindo oito soldados do exército estadunidense, além de um número incontável de feridos.
Fonte: ND Mais