Com 81% de chance de alcançar a categoria “muito forte”, segundo o NOAA, evento pode ser o mais intenso dos últimos 150 anos
NOAA aponta 81% de chance de o Super El Niño alcançar a categoria “muito forte”Foto: NOAA/Reprodução/ND Mais
O Brasil entra, nesta quinta-feira (16), na fase em que os efeitos do Super El Niño passam a ser sentidos de forma mais evidente no dia a dia. Embora confirmado em junho, é a partir desta segunda quinzena de julho que o fenômeno começa a alterar o padrão do clima no país.
E a projeção para os próximos meses é histórica: estimativas apontam que este Super El Niño pode ser o mais forte dos últimos 150 anos, segundo informações do R7.
De acordo com o Centro de Previsão Climática da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA), existe 81% de probabilidade de o fenômeno atingir a categoria “muito forte” (a classificação máxima).
A previsão do CPC (Centro de Previsão Climática), da NOAA, aponta que existe 81% de probabilidade de o fenômeno atingir a classificação “muito forte” entre outubro e dezembro, período em que deve alcançar seu pico de intensidade.
El Niño de 2023-2024 contribuiu para chuvas intensas e enchentes na Região Sul do BrasilFoto: NDTV RECORD/Reprodução/ND Mais
O El Niño é um evento climático periódico que ocorre a cada 3 ou 5 anos. Ele acontece quando a água da superfície do Oceano Pacífico Equatorial fica mais quente do que a média e os ventos que sopram do leste perdem força.
Essa mudança altera a circulação da atmosfera e desregula as chuvas e temperaturas no mundo inteiro.
Um El Niño comum vira um Super El Niño quando a temperatura da superfície do oceano ultrapassa a marca de +2°C acima da média histórica. Esse aquecimento extremo funciona como um combustível para eventos climáticos muito mais severos.
Os efeitos começam a se desenhar de forma muito clara a partir de agora em diferentes regiões:
Evento climático pode provocar ondas de calor, secas e maior risco de incêndios florestaisFoto: Canva/ND Mais
Historicamente, o fenômeno de 1997-1998 (com águas a +2,3°C) causou impactos devastadores no mundo. Já o El Niño de 2023-2024, mesmo ligeiramente menor (+2,1°C), foi o responsável direto pelas chuvas e enchentes históricas que castigaram o sul do Brasil.
Além de tempestades isoladas, as autoridades alertam para o risco iminente de ondas de calor sufocantes, secas prolongadas e um aumento preocupante no risco de incêndios florestais nas áreas mais secas do país nos próximos meses.
Fonte: ND Mais