Seleção do Marrocos chegou às semifinais da Copa do Mundo 2022 no Catar e tem jogadores experientes e bons tecnicamente que podem trazer dificuldade à Seleção Brasileira
Seleção do Marrocos tem Hakimi, Bono e Ziiyech e Amrabat como principais jogadoresFoto: Divulgação/ND
A primeira adversária da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026, a Seleção do Marrocos chega ao cenário internacional como uma das forças emergentes do futebol mundial. A equipe é a atual oitava colocada no ranking da Fifa, melhor posição já alcançada por um país africano no futebol e terminou a última Copa do Mundo 2022 em quarto lugar.
A equipe vive um momento de expectativa e pressão após o vice-campeonato na Copa Africana de Nações e a recente troca de comando técnico ocorrida a menos de cem dias do início do Mundial. Mesmo diante dessas mudanças, Marrocos mantém ambição clara de se consolidar entre as seleções mais competitivas do planeta.
A fundação da Federação Real Marroquina de Futebol ocorreu em 26 de janeiro de 1957 e é filiada à Fifa desde 1960. O principal título da seleção masculina de Marrocos é a Copa Africana de Nações de 1976. Recentemente, a seleção sub-20 conquistou um título mundial inédito (2025).
O momento atual do time marroquino reflete um equilíbrio interessante entre experiência e renovação. A base construída pelo técnico francês Walid Regragui, responsável pela campanha histórica de quarto lugar na Copa do Mundo de 2022, permanece em grande parte intacta, garantindo solidez tática e disciplina defensiva.
Com a chegada de Mohamed Ouahbi, treinador 49 anos, que conduziu Marrocos ao título mundial sub-20 em 2025, cresce a expectativa por continuidade aliada a novas ideias táticas.
Ouahbi construiu uma reputação trabalhando nas categorias de base, formando jogadores preparados para competir em alto nível. Essa combinação entre juventude e experiência pode ser decisiva diante de adversários fortes na Copa do Mundo de 2026.
Como a seleção do Marrocos, de Mohamed Ouahbi jogou contra a Argentina na final do Mundial sub-20Foto: Reprodução/ Sofascore
Hakimi é uma das principais forças ofensivas da Seleção do Marrocos, que estreia contra o Brasil na Copa do Mundo 2026Foto: PSG/Divulgação
No aspecto tático, Marrocos construiu identidade baseada em organização defensiva e transições rápidas. A equipe utiliza linhas compactas, muitas vezes em bloco médio ou baixo, dificultando a criação adversária.
Quando recupera a bola, busca acelerar pelos lados aproveitando a velocidade de seus pontas e laterais. Hakimi costuma ser peça central nesse mecanismo, avançando constantemente para apoiar o ataque. Com Mohamed Ouahbi, o sistema tem apresentado variações próximas do 4-2-3-1.
A ideia é reforçar a proteção do meio-campo sem abrir mão da criatividade ofensiva. Jogadores como Ziyech e Brahim Díaz recebem liberdade maior para circular, trocar posições e criar oportunidades. Esse modelo também favorece a participação dos laterais e aumenta a imprevisibilidade do ataque.
Entre os pontos fortes da seleção estão disciplina tática, intensidade física e experiência internacional. Muitos atletas atuam em clubes importantes da Europa, acostumados a jogos de alto nível.
A qualidade nas bolas paradas também aparece como recurso relevante em partidas equilibradas. Por outro lado, o time ainda encontra dificuldades quando precisa propor jogo contra defesas muito fechadas. Em algumas situações a dependência de talentos individuais torna-se evidente.
Esse último triunfo recente reforçou a confiança da equipe africana e demonstrou que o crescimento marroquino não é acaso. O time mostrou capacidade de competir com seleções tradicionais e administrar momentos de pressão. Para analistas, o resultado simbolizou a maturidade tática alcançada após anos de planejamento.
Pensando na Copa do Mundo de 2026, Marrocos chega com ambição clara de avançar novamente às fases decisivas. A combinação entre organização defensiva, velocidade de transição e talento ofensivo cria uma equipe capaz de desafiar adversários poderosos.
Outro fator relevante é o crescimento geral do futebol africano. Seleções como Senegal, Camarões e a Seleção do Marrocos passaram a revelar atletas cada vez mais presentes nas principais ligas europeias. Esse intercâmbio técnico aumenta o nível competitivo do continente e fortalece as campanhas em torneios internacionais.
Para o Brasil, enfrentar a Seleção do Marrocos logo na abertura do torneio representará desafio estratégico. A equipe africana costuma explorar contra-ataques rápidos, pressionar fisicamente e aproveitar erros adversários. Controlar o ritmo da partida e evitar espaços pelos lados será essencial para neutralizar suas principais armas.
Ao mesmo tempo, a partida promete intensidade e equilíbrio. Marrocos possui elenco experiente, jovens promessas e identidade tática clara. Esses elementos transformam a seleção em adversária perigosa desde a fase inicial do Mundial.
Mais do que um simples oponente, a Seleção do Marrocos representa um símbolo de transformação no futebol africano. Investimentos em categorias de base, planejamento e integração com clubes europeus criaram ambiente favorável ao surgimento de talentos competitivos.
A federação também ampliou centros de treinamento, programas de observação e parcerias internacionais. Como resultado, jovens jogadores passaram a receber formação técnica mais completa desde cedo. Esse processo explica por que o país conseguiu revelar atletas capazes de competir nos principais campeonatos do mundo.
Dentro de campo, essa evolução aparece na confiança coletiva do elenco. Os jogadores da Seleção do Marrocos demonstram disciplina tática, solidariedade defensiva e rapidez nas transições. Mesmo quando enfrenta adversários tecnicamente superiores, Marrocos consegue manter organização e competitividade.
Outro aspecto marcante é o apoio apaixonado da torcida marroquina. Em torneios internacionais os torcedores costumam viajar em grande número. Esse entusiasmo frequentemente funciona como combustível emocional para os atletas.
Para a Copa de 2026, dirigentes e comissão técnica da Seleção do Marrocos acreditam que a equipe possui maturidade suficiente para repetir campanhas marcantes. O objetivo inicial é avançar da fase de grupos, mas internamente existe confiança de que o time pode ir além.
Caso mantenha consistência defensiva e eficiência ofensiva, Marrocos tem condições de surpreender novamente o futebol mundial. A geração atual reúne experiência internacional e talento jovem, combinação associada a campanhas longas em torneios curtos.
A Seleção do Marrocos chega ao próximo Mundial carregando respeito no cenário internacional. Técnicos, analistas e torcedores sabem que enfrentar Marrocos exige preparação tática cuidadosa e concentração.
O duelo contra o Brasil também simboliza encontro entre tradição e ascensão. De um lado está a história pentacampeã brasileira; do outro, uma Seleção do Marrocos que representa nova força do futebol africano.
Independentemente do resultado, a presença marroquina reforça a diversidade competitiva da Copa do Mundo. Torneios recentes mostram que diferenças históricas entre continentes diminuíram consideravelmente.
As seleções emergentes possuem estrutura, talento e experiência suficientes para desafiar favoritos. Marrocos encaixa-se perfeitamente nesse cenário de transformação global do futebol.
O jogo contra o Brasil tende a ser muito mais equilibrado do que em décadas passadas. O crescimento da seleção africana transformou o duelo em teste real para qualquer candidato ao título mundial.
Fonte: ND Mais