• 8 de agosto de 2022

Segundo pedido para teste de varíola dos macacos é recebido pela Anvisa

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já analisa o pedido para o segundo registro de kit de teste para monkeypox, varíola dos macacos. O pedido foi solicitado no dia 2 de agosto pela empresa CPMH (Comércio e Indústria de Produtos Médico-Hospitalares e Odontológicos Ltda).

Segundo a agência reguladora, o produto é o Monkeypox Virus Nucleic Acid Detection Kit. Anteriormente, a Anvisa já havia analisado o pedido de registro da empresa Biomédica.

A solicitação foi analisada e a reguladora emitiu exigência, que é um pedido de informações e dados necessários para a conclusão da análise pela equipe técnica.

O processo do registro envolve avaliar fabricação, confiabilidade dos resultados e efetividade para o diagnóstico.

Diagnóstico

De acordo com a Anvisa, atualmente o diagnóstico da monkeypox no país é feito por meio de ensaios moleculares de PCR com metodologia desenvolvida pelo próprio laboratório de análise clínica, com base em protocolos validados.

Essa forma de atuação está regulamentada e é equivalente à aplicada por diferentes países, principalmente quando ocorre epidemia por agentes etiológicos emergentes.

Transmissão

A transmissão entre humanos pode ocorrer por:

  • Contato direto com lesões cutâneas, mucosas ou fluidos corporais (de pessoa infectada sintomática), incluindo contato físico direto como tocar, abraçar, beijar, contato íntimo ou sexual;
  • Gotículas respiratórias – especialmente durante contato próximo prolongado ou contato físico íntimo, incluindo o sexo;
  • Contato indireto por meio de roupas, objetos e superfícies contaminadas por lesões cutâneas ou fluidos corporais, uma vez que o vírus sobrevive por até 90 horas em superfícies;
  • Transmissão transplacentária.

Prevenção

Como maneiras de prevenção à doença o médico lista as seguintes ações:

  • Evitar contato próximo, pele com pele, em pessoas com suspeita ou com varíola dos macacos;
  • Evitar contato com objetos e materiais usados por pessoa com varíola dos macacos;
  • Higienizar as mãos com frequência, especialmente antes de comer, tocar o rosto e após uso do banheiro.

Situação no país

Segundo dados do Ministério da Saúde, até a última sexta-feira (5), 2.004 casos de varíola dos macacos foram registrados no país. A pasta acompanha outros 1.962 casos. Até o momento, uma morte foi confirmada pela doença, em Minas Gerais.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou no início da semana  que o Brasil receberá, por intermédio da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), o antiviral Tecovirimat para “reforçar o enfrentamento ao surto” de varíola dos macacos.

*Com informações da Agência Brasil

Fonte: ND Mais

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