Na primeira semana de agosto de 2026, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou 24 casos de sarampo
Foto: Ascom Prefeitura
O sarampo voltou a chamar a atenção das autoridades de saúde brasileiras diante do aumento da circulação do vírus nas Américas. O cenário epidemiológico internacional elevou o risco de novos casos no Brasil, especialmente por causa do intenso fluxo de pessoas entre os países.
Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES-SC), divulgados em junho de 2026, foram registrados 22.324 casos confirmados de sarampo nas Américas durante o primeiro semestre deste ano.
O aumento da circulação do vírus ocorre em um período marcado por grande movimentação internacional. A realização da Copa do Mundo FIFA 2026, no México, Estados Unidos e Canadá, contribuiu para ampliar o deslocamento de pessoas entre países que enfrentam surtos da doença.
Diante desse cenário, autoridades brasileiras reforçam a importância da vigilância epidemiológica e da vacinação para evitar a disseminação do vírus.
O Brasil possui um histórico de controle do sarampo e recebeu certificação de eliminação da doença pela Organização Pan-Americana da Saúde em 2015. O reconhecimento foi novamente obtido em 2024.
Apesar disso, casos voltaram a ser registrados no país, principalmente relacionados à entrada do vírus por pessoas infectadas em outros locais.
Na primeira semana de agosto de 2026, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou 24 casos de sarampo. O Rio de Janeiro também registrou uma ocorrência.
Os registros reforçam a necessidade de manter os serviços de saúde atentos a possíveis novos casos, principalmente em períodos de maior circulação internacional.
Entre os países das Américas, o México apresentou o maior número de casos no primeiro semestre de 2026, com 11.532 registros.
Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 2.073 casos, enquanto o Canadá contabilizou 1.071 ocorrências.
A circulação de pessoas entre esses países e o Brasil aumenta a possibilidade de introdução do vírus em território nacional.
Por esse motivo, a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina publicou a Nota de Alerta nº 004/2026. O documento orienta municípios e serviços de saúde a reforçarem as medidas de prevenção e vigilância.

De acordo com informações da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), Santa Catarina não registra casos de sarampo desde 2020.
A manutenção de uma cobertura vacinal adequada contribuiu para evitar a circulação sustentada da doença no estado.
Mesmo sem registros recentes, o cenário internacional exige atenção. A orientação é que os municípios intensifiquem a identificação de casos suspeitos e realizem a notificação imediata às autoridades de saúde.
Também devem ser adotadas medidas como investigação dos casos, coleta de amostras para diagnóstico laboratorial e monitoramento de pessoas que tiveram contato com possíveis infectados.
A atualização da situação vacinal também está entre as principais recomendações. A atenção deve ser redobrada entre viajantes e pessoas que apresentam esquema de vacinação incompleto.
Santa Catarina possui cobertura vacinal superior à média nacional em 16 dos principais imunizantes do calendário infantil.
Para a vacina contra o sarampo, a primeira dose alcançou 96,05% das crianças de um ano no estado. A segunda dose registrou cobertura de 85,48%.
Apesar dos índices positivos, as autoridades reforçam que a proteção coletiva depende da manutenção de uma cobertura elevada.

O sarampo está entre as doenças infecciosas mais contagiosas do mundo. O vírus pode ser transmitido por meio de gotículas eliminadas durante a tosse, fala, espirro e respiração de uma pessoa infectada.
Uma pessoa doente pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não possuem imunidade.
Os principais sintomas incluem febre alta, coriza, olhos avermelhados e manchas pelo corpo. Também podem aparecer pequenas manchas brancas no interior da boca.
A doença geralmente evolui durante duas a três semanas, mas pode provocar complicações graves.
Entre os possíveis problemas estão pneumonia, infecções nos ouvidos, diarreia intensa, cegueira e inflamação do tecido cerebral.
Por isso, diante de sintomas suspeitos, especialmente após viagens ou contato com pessoas infectadas, é importante procurar atendimento de saúde.
Fonte: RBV