Em grande parte das ocorrências, os suspeitos são companheiros ou ex-companheiros das vítimas
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Os primeiros 46 dias de 2026 já acendem um alerta preocupante em Santa Catarina. Até 16 de fevereiro, pelo menos sete mulheres foram vítimas de feminicídios no estado, número que supera a média mensal registrada nos últimos anos e reforça o debate sobre a violência contra a mulher. Além disso, somente nos dez primeiros dias de janeiro, quatro casos foram contabilizados — índice superior a todo o mês de janeiro de 2025.
De acordo com a série histórica, os números permanecem elevados.
Ou seja, os dados mostram uma persistência alarmante desse tipo de crime no estado.
O primeiro feminicídio do ano ocorreu nas primeiras horas de 1º de janeiro, em São João Batista, na Grande Florianópolis.
Stephanny Cassiana foi encontrada morta com mais de 10 golpes de faca.
Já no dia 2, em Chapecó, Marivane Fátima Sampaio, de 25 anos, morreu após ser hospitalizada por ferimentos graves; o ex-companheiro é apontado como suspeito.
No dia 9 de janeiro, União do Oeste registrou dois crimes: Juvilete Kviatkoski e sua filha de 15 anos foram assassinadas dentro de casa. No mesmo município, também foi morta Mariana Vitória Cuochinski.
Em 16 de janeiro, o corpo de Isabela Miranda Borck, de 17 anos, foi localizado após 45 dias desaparecida; o caso é tratado como feminicídio.
No dia 17, Daiane Simão foi morta em frente à base da Polícia Militar em Balneário Piçarras, mesmo possuindo medida protetiva.
Já em 25 de janeiro, Ana Dayse Gomes Provensi foi encontrada sem vida em Maravilha.
Em 9 de fevereiro, Ana Paula Farias foi localizada morta em Balneário Camboriú.
Por fim, em 16 de fevereiro, Pricila Dolla foi assassinada em Rio Negrinho.
A maioria dos feminicídios foi cometida por companheiros ou ex-companheiros, frequentemente motivados pelo inconformismo com o fim do relacionamento.
Também se repetem históricos de violência doméstica, descumprimento de medidas protetivas e crimes dentro da residência da vítima.
Diante desse cenário, autoridades reforçam que denúncias de feminicídios podem ser feitas pelo telefone 180, de forma gratuita e sigilosa. Em emergências, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
Fonte: RBV