• 2 de fevereiro de 2026

Reino Unido confirma mortes por pancreatite ligadas ao uso de Mounjaro; veja o comunicado

Agência reguladora MHRA contabiliza 19 óbitos e quase 1,3 mil notificações de inflamação no pâncreas após distribuição de 25 milhões de doses de medicamentos GLP-1

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A agência reguladora britânica atualizou seus protocolos de segurança após a confirmação de mortes por pancreatite ligadas a Mounjaro e outros medicamentos da mesma classeFoto: Reprodução/ND Mais

O Reino Unido emitiu um novo alerta de segurança direcionado a médicos e pacientes sobre o uso de medicamentos populares para obesidade e diabetes, como o Wegovy (Novo Nordisk) e o Mounjaro (Eli Lilly).

A MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde) informou que, embora raros, foram registrados casos graves de inflamação no pâncreas (pancreatite) associados ao uso dessas substâncias, inclusive com relatos de mortes.

O comunicado, divulgado na última quinta-feira, diz que entre 2007 e outubro de 2025, o órgão britânico recebeu quase 1,3 mil notificações da condição vinculadas a esses fármacos. O balanço inclui 19 mortes e 24 casos de pancreatite necrosante — uma forma severa da doença onde o tecido do órgão morre.

O balanço oficial da agência britânica (MHRA) inclui 19 mortes e 24 diagnósticos de pancreatite necrosanteFoto: Senado/Divulgação/ND MaisO balanço oficial da agência britânica (MHRA) inclui 19 mortes e 24 diagnósticos de pancreatite necrosanteFoto: Senado/Divulgação/ND Mais

Pancreatite e Mounjaro: o que dizem as autoridades e fabricantes

A orientação abrange medicamentos que mimetizam o hormônio GLP-1 (como o Wegovy) e aqueles que também imitam o hormônio GIP (caso do Mounjaro). Alertas similares já haviam sido emitidos anteriormente nos Estados Unidos.

As farmacêuticas responsáveis reforçaram a importância do acompanhamento médico:

  • Novo Nordisk (Wegovy): destacou que o perfil de benefício-risco continua positivo, mas que os pacientes só devem utilizar os medicamentos sob supervisão profissional.
  • Eli Lilly (Mounjaro): informou que a pancreatite pode afetar até 1 em cada 100 pessoas e recomendou que pacientes com histórico da doença conversem com seus médicos antes de iniciar o tratamento.

O relatório oficial da MHRA detalha que, entre as notificações recebidas, há registros de mortes por pancreatite ligadas a Mounjaro, embora os casos fatais sejam considerados raros diante do volume de usoFoto: Freepik/Reprodução/ND MaisO relatório oficial da MHRA detalha que, entre as notificações recebidas, há registros de mortes por pancreatite ligadas a Mounjaro, embora os casos fatais sejam considerados raros diante do volume de usoFoto: Freepik/Reprodução/ND Mais

Sinais de alerta: quando buscar ajuda?

A MHRA orienta que usuários desses medicamentos fiquem atentos a sintomas específicos. Se você utiliza esses fármacos para perda de peso ou controle de diabetes, procure atendimento médico imediato se sentir:

  • Dor abdominal intensa e persistente (que pode irradiar para as costas);
  • Náuseas e vômitos persistentes.

Mortes por pancreatite ligadas a Mounjaro: o risco da automedicação

Um ponto importante do alerta britânico diz respeito ao rastreio médico. Muitos pacientes adquirem esses medicamentos de forma privada, o que faz com que o uso não conste no histórico oficial do serviço de saúde (como o NHS).

Por isso, a recomendação é que médicos perguntem aos pacientes com sintomas abdominais se eles estão fazendo uso dessas terapias.

Nos últimos cinco anos, cerca de 25 milhões de embalagens desses medicamentos foram distribuídas no Reino Unido, o que demonstra a escala do uso e a importância de garantir que a segurança acompanhe a popularidade dos tratamentos.

Alerta da Anvisa sobre o uso de canetas emagrecedoras

Em dezembro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país.

A farmacêutica Natally Rosa explicou à Agência Brasil que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa. “Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.”

Anvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladasFoto: Agência Brasil/reprodução/ND MaisAnvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladasFoto: Agência Brasil/reprodução/ND Mais

A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade:

“Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.”

Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica.

Fonte: ND Mais

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