Proposta de Marcos do Val passa por Comissão de Segurança Pública (CSP) e segue para Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)
Projeto sobre apreensão de armas do senador Marcos do Val (Podemos-ES) foi aprovado na Comissão de Segurança Pública nesta terça
O projeto de lei do senador Marcos do Val (Podemos-ES), que usa tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça, sobre pagamento a policiais que realizarem apreensão de armas de fogo ilegais foi aprovado na Comissão de Segurança Pública nesta terça-feira (12). O relatório de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aprovado de forma simbólica, sem necessidade de votação nominal.
“Quero parabenizar o senador Marcos do Val pela autoria deste projeto que pretende garantir a remuneração aos policiais que apreenderem armas de fogo ilegais”, afirmou Flávio durante a sessão do colegiado.
Apresentado em fevereiro de 2023, o projeto de lei que remunera policiais pela apreensão de armas de fogo ainda precisa passar pela Comissão de Assuntos Econômicos antes de chegar ao Senado. No entanto, não será preciso a discussão em Plenário, a não ser que nove parlamentares se organizem para pedir a deliberação com a possibilidade de todos os senadores opinarem sobre o PL que trata da recompensa a agentes de segurança pela apreensão de armas de fogo.
A proposta sobre remuneração por cada apreensão de arma de fogo se resume a inclusão de um inciso na Lei nº 13.756, de 12 de dezembro de 2018, que trata sobre o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), entre outros assuntos. Caso a mudança seja aprovada nas duas Casas e sancionada pelo presidente da República, a redação que trata da destinação do FNSP será acrescida do seguinte trecho:
“Recompensa a policial que, em serviço, apreender arma de fogo ilegais proveniente de crime, em valor a ser fixado pela União, pelos Estados e pelo Distrito Federal.”
Atualmente, a Lei prevê a liberação de recursos do fundo para:
Assim, a remuneração a policiais que conseguirem a apreensão de armas de fogo ilegais também entrará no rol de destinação de recursos do FNSP. O valor a ser repassado aos agentes de segurança ficará a cargo de cada ente federativo.
“Os objetivos são reduzir o número de armas de fogo nas mãos dos criminosos, estimular o combate ao tráfico de armas de fogo, incentivar os agentes de segurança pública a apreender armas de fogo ilegais e valorizar os profissionais de segurança pública’, consta na justificação do projeto sobre apreensão de armas de fogo ilegais de autoria de Marcos do Val.
Senador Marcos do Val (Podemos-ES) participou da sessão do Plenário, mas não foi à comissão que aprovou seu projeto de remuneração por apreensão de armas ilegais – Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
Em razão de descumprimento de medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Marcos do Val anda com uma tornozeleira eletrônica. Em julho, o senador investigado por participação nos atos de 8 de janeiro questionou a Suprema Corte se poderia realizar uma viagem aos Estados Unidos. Mesmo com a negativa de Alexandre de Moraes, Marcos do Val embarcou aos EUA e foi punido com medidas mais restritivas em sua volta.
Apesar de precisar cumprir horários específicos, o senador ainda pode comparecer ao Congresso Nacional para participar das discussões. No entanto, nesta terça-feira (12), o parlamentar se ausentou da aprovação do projeto de sua autoria na CSP que trata de apreensão de armas ilegais.
Na última quarta-feira (6), diversos senadores se manifestaram a favor da manutenção do mandato de Marcos do Val e pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião, o senador mostrou a tornozeleira e manteve a boca selada com esparadrapo.
“O time que está aqui não aceita nenhum acordo que coloque em risco o mandato do senador Marcos do Val”, afirmou Damares Alves. “O que temos aqui é uma série de violações de direitos humanos. Não é condenado, não é denunciado e está usando uma tornozeleira que um pedófilo usa, que um assassino usa, que um bandido usa.”
Senadores defendem Marcos do Val – Foto: Assessoria Damares Alves
Fonte: ND Mais