Mesmo sem ser obrigatória no Brasil, a placa Mercosul permanece em expansão e será exigida em 2026 para quem alterar dados do cadastro do veículo, especialmente ao mudar de município
Troca da placa antiga para a placa Mercosul será obrigatória a quem mudar de municípioFoto: Reprodução/ Governo do Tocantins
Implementada no Brasil em 2018, através da Resolução nº 729 de 6 de março de 2018, a placa Mercosul se tornou um elemento cada vez mais presente nas ruas brasileiras.
Embora o novo modelo já seja amplamente utilizado, a antiga placa cinza com o município e a Unidade da Federação inscritos ainda é aceita e válida, de acordo com o CTB (Código de Trânsito Brasileiro). Porém, uma questão gera dúvidas: quem mudou de município terá de aderir à troca obrigatória da placa do carro? A resposta é sim.
Ao contrário do que muitos acreditam, a placa Mercosul não é totalmente obrigatória para veículos no país. Os motoristas que não realizaram nenhuma alteração no cadastro do veículo e continuam com a placa antiga podem seguir circulando normalmente.
No entanto, em 2026, seguem valendo as mesmas regras que já vigoram atualmente sobre a placa Mercosul. Esses determinados grupos devem obrigatoriamente adotar o novo modelo. Entre eles estão:
Assim, quem mudou ou vai mudar de cidade em 2026 deve atualizar obrigatoriamente o emplacamento para a placa Mercosul, mesmo que esteja utilizando o padrão antigo sem irregularidades
A obrigatoriedade da mudança para a placa Mercosul em 2026 costuma gerar dúvidas porque até 2018 as placas antigas traziam a identificação da cidade e do estado no topo, o que justificava a necessidade da troca.
Com o padrão da placa Mercosul, esses dados deixaram de constar e muitos motoristas passaram a se questionar se ainda faria sentido a obrigatoriedade em 2026.
O fato é que, mesmo com o novo formato da placa Mercosul, a legislação mantém a regra: ao alterar o município de registro, o veículo precisa ser licenciado novamente e o emplacamento atualizado para o padrão vigente, no caso, o Mercosul.
Desde a adoção da placa Mercosul, o Brasil passou a exibir apenas o país de origem no lugar antes destinado ao município e ao estado. Entretanto, em 2024, o tema voltou a tramitar no Congresso: a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) aprovou o Projeto de Lei 3214/2023, que retoma a obrigatoriedade de incluir as informações de cidade e estado nas placas.
O texto ainda depende de tramitação, mas reacendeu o debate sobre impactos de padronização da placa Mercosul, especialmente para órgãos estaduais de fiscalização.
Um dos obstáculos no início da transição foi o custo. Nos primeiros anos, alguns estados apresentaram valores elevados para a emissão das novas placas, o que gerou resistência. Com o avanço da fabricação em escala e o fim de antigos dispositivos de segurança mais caros, diversos estados passaram a registrar redução nos preços.
Em algumas regiões, a placa Mercosul se tornou mais barata do que a emissão da placa cinza, cenário que ajudou a acelerar a adesão natural do padrão.
Para os motoristas, a mensagem é clara: não há obrigatoriedade automática de troca para o padrão da placa Mercosul em 2026 para quem segue com o padrão antigo (placa cinza) e não realizou qualquer alteração cadastral.
Porém, quem os motoristas que venderem o carro, mudarem de categoria na CNH, mudarem de município, ou tiverem as placas danificadas serão obrigados a migrar para o padrão Mercosul.
Vale lembrar que o tema sobre a placa Mercosul segue em debate no meio legislativo, o que pode alterar as características do modelo nos próximos anos.
Fonte: ND Mais