• 21 de julho de 2026

Pico do ‘Super El Niño’ tem data prevista para 2026: fenômeno pode ser o mais forte desde 1950

O Super El Niño já apresenta sinais de intensidade excepcional e pode superar grandes eventos registrados em 1982, 1997 e 2015

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O Super El Niño deve atingir seu pico no fim de 2026 e pode ser o mais intenso desde 1950Foto: NOAA/Reprodução/ND Mais

O Super El Niño continua ganhando força e as novas projeções reforçam um cenário que preocupa meteorologistas em todo o mundo. Segundo a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), o fenômeno pode se tornar o evento mais intenso desde o início dos registros em 1950.

As estimativas indicam que o El Niño tem 81% de probabilidade de atingir a categoria “muito forte” no último trimestre deste ano. Caso o cenário se confirme, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico poderá superar 3°C acima da média, um patamar associado aos eventos mais extremos já registrados.

Além disso, a NOAA estima que há 97% de chance de o fenômeno continuar influenciando o clima até o primeiro semestre de 2027.

Quando o Super El Niño deve atingir o pico?

Segundo o CPC (Centro de Previsão Climática), da NOAA, o pico de intensidade do El Niño está previsto para ocorrer entre outubro e dezembro de 2026, período em que o fenômeno deverá atingir a classificação de “muito forte”.

A atualização mais recente da chamada pluma de previsão do IRI (Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade), da Universidade de Columbia, divulgada nesta segunda-feira (20), reuniu simulações de 24 modelos climáticos e reforçou a expectativa de um Super El Niño de intensidade excepcional.

Pico do 'Super El Niño' tem data prevista para 2026: fenômeno pode ser o mais forte desde 1950Super El Niño tem nova atualização e pode ultrapassar os 3°C até o fim de 2026Foto: Divulgação/Laboratório de Ciências Atmosféricas da UFMS/ND Mais

Os modelos passaram a incorporar as temperaturas recordes observadas no Oceano Pacífico ao longo de julho, aumentando a confiança de que o aquecimento continuará se intensificando nos próximos meses.

Na rodada anterior das previsões, o pico estimado era de 2,6°C de anomalia na temperatura da superfície do mar. Agora, a projeção subiu para cerca de 3,1°C, meio grau acima da estimativa anterior.

Se esse cenário se confirmar, o evento poderá superar episódios históricos registrados em 1982, 1997 e 2015, considerados alguns dos El Niños mais intensos das últimas décadas, e ser o maior em 150 anos.

Oceano Pacífico já registra temperaturas recordes

Os dados mais recentes do Centro de Previsão Climática, da NOAA, mostram que a região conhecida como Niño 3.4, principal área utilizada para monitorar o fenômeno, registrou anomalia de 2,1°C na semana encerrada em 15 de julho.

Foi a segunda semana consecutiva com temperaturas acima de 2°C em relação à média histórica, um nível normalmente associado aos episódios mais intensos de El Niño.

Pico do 'Super El Niño' tem data prevista para 2026: fenômeno pode ser o mais forte desde 1950Impactos do super El Niño começam oficialmente a ser sentidos no BrasilFoto: Clima MeteoFedex/MeteoFedex/X

Embora esse valor ainda não seja suficiente para classificar oficialmente o fenômeno como “muito forte”, já que essa definição considera a média de três meses, os especialistas afirmam que o oceano já apresenta condições compatíveis com grandes eventos históricos.

Outro dado que chama atenção é a presença de uma extensa massa de água quente abaixo da superfície, com anomalias superiores a 6°C em algumas áreas, indicando que ainda há energia suficiente para manter o aquecimento do Pacífico nos próximos meses.

Brasil já sente os efeitos do El Niño

Os impactos do fenômeno já começam a ser percebidos em diversas regiões brasileiras. No Norte do país, o calor intenso tem surpreendido até moradores acostumados com altas temperaturas.

Em Belém (PA), autoridades municipais, estaduais e federais elaboram um protocolo para enfrentar o calor extremo. Entre as medidas previstas estão a instalação de pontos de hidratação em diferentes áreas da cidade e o plantio de um milhão de árvores, com o objetivo de ampliar as áreas de sombra e reduzir os efeitos das temperaturas elevadas.

Segundo especialistas, os impactos do El Niño variam de uma região para outra. Enquanto algumas áreas podem registrar ondas de calor mais frequentes, outras tendem a enfrentar mudanças no regime de chuvas, aumentando o risco de eventos climáticos extremos.

Fonte: ND Mais

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