• 12 de agosto de 2022

Pacientes com câncer de mama poderão usufruir de projeto de acompanhamento aprovado no senado

Os senadores aprovaram na quarta-feira (10) a proposta que cria um programa de acompanhamento para pacientes com câncer de mama. Além de prestar orientações, a ideia é tornar o diagnóstico da doença mais rápido e ágil.

De acordo com o texto, o programa deve ser criado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), integrado à Política Nacional de Atenção Oncológica. Pelo projeto, o diagnóstico do câncer de mama deve ser viabilizado em menos de 30 dias. Após isso, o prazo para o início do tratamento será de até 60 dias.

O projeto cria o Programa Nacional de Navegação de Pacientes para Pessoas com Neoplasia Maligna de Mama. A navegação é o acompanhamento de casos suspeitos ou confirmados da doença, com atendimento individual e orientações para cada paciente.

Segundo o relatório, os navegadores atuariam como “uma ponte entre o paciente, o estabelecimento de saúde e os recursos da comunidade”. Para a senadora Zenaia Maia (Pros-Rn), a proposta vai humanizar o tratamento dos pacientes.

“O programa prepara toda a equipe de saúde no sentido de encaminhar o paciente, para que ele não fique sendo jogado de um lado para o outro. A gente sabe que com o diagnóstico precoce, em qualquer espécie de neoplasia, as chances de cura aumentam muito”, afirmou.

O relator da proposta no Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), que também é médico, comemorou a aprovação.

“Pessoas com câncer de mama precisam enfrentar as inúmeras barreiras que costumam impedi-las de exercer seu direito à saúde, garantido pela própria Constituição Federal, especialmente no caso dos doentes pertencentes às camadas mais vulneráveis da população brasileira”, disse.

O texto agora volta para a Câmara dos Deputados, porque sofreu alterações no Senado. Uma das emendas determina que a equipe de saúde fique em contato direto com o paciente por telefone e e-mail, além de garantir o direito do paciente a entrar em contato se tiver necessidade.

A outra mudança obriga o programa a também estar integrado à Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas.

Fonte: Rádio Videira

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