• 22 de junho de 2026

Onda de frio pode derrubar temperaturas para até -10°C e congelar estradas, prevê especialista

Massa de ar polar mantém alerta para geadas e risco de hipotermia no Sul, enquanto o frio avança para outras regiões do país

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Primeira onda de frio do inverno pode trazer temperaturas de até -10°C no Sul do BrasilFoto: Divulgação/ND Mais

A primeira onda de frio do inverno atua com força sobre o Brasil e deve provocar uma das semanas mais geladas do ano, especialmente na Região Sul.

Além disso, há alerta para congelamento de pistas em áreas de serra e possibilidade de geadas amplas nos próximos dias.

As noites e madrugadas seguem com temperaturas muito baixas, aumentando o risco de desconforto térmico, hipotermia e agravamento de doenças cardiorrespiratórias.

A previsão indica que a madrugada de quarta-feira (24) será a mais fria do período, com temperaturas negativas se espalhando desde o Extremo Oeste até as áreas de planalto na região Sul.

O frio intenso também alcança parte do Sudeste, Nordeste e Norte do país. Os meteorologistas acompanham com atenção a intensidade do fenômeno, que deve permanecer atuando ao longo de praticamente toda a semana.

Onda de frio traz risco de gelo nas estradas e temperaturas negativas, alerta especialista

A onda de frio deve manter as temperaturas extremamente baixas no Sul pelo menos até quinta-feira (25), segundo as projeções meteorológicas.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Climaterra, Ronaldo Coutinho, os termômetros poderão registrar marcas impressionantes em diversas cidades.

“Teremos uma semana gelada no sul do país. A terça, a quarta e quinta terão temperaturas mínimas no sul.”

Ainda segundo o especialista, em algumas áreas da Serra Catarinense o frio será ainda mais intenso.

Segundo o engenheiro agrônomo, as temperaturas serão em grande parte abaixo de zero, podendo chegar entre -7°C e -10°C na Serra Catarinense.

Além do frio extremo, existe preocupação com a formação de gelo sobre rodovias e pistas nas regiões mais elevadas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Também há risco de congelamento e possibilidade de chuva no fim de semana, o que pode agravar as condições de circulação em algumas áreas.

Sudeste terá chuva e queda nas temperaturas

O frio avança pelo Sudeste acompanhado de instabilidades. Nesta terça-feira (23), a chuva atinge áreas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Já na quarta-feira (24) e quinta-feira (25), as precipitações se espalham pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Na sexta-feira (26), a tendência é de melhora nas condições do tempo.

Ronaldo Coutinho destaca que São Paulo também enfrentará temperaturas baixas nos próximos dias.

“Vai fazer frio em São Paulo. Pode ter geada no sul e no oeste do estado no amanhecer de quarta e quinta”, prevê Coutinho.

Na capital paulista, os termômetros também devem registrar queda significativa. O especialista afirma que outras capitais do Sudeste sentirão os efeitos da massa de ar frio.

“Em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, vai fazer frio e um pouco também no Espírito Santo”, acrescenta Coutinho.

Sudeste terá queda nas temperaturasSudeste terá queda nas temperaturas esta semanaFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Bahia terá frio incomum e Norte pode registrar friagem

No Nordeste, a Bahia será o estado mais afetado pelo avanço do ar frio. As temperaturas no interior devem variar entre 10°C e 15°C, enquanto no litoral sul os termômetros devem marcar entre 15°C e 18°C.

Já na Região Norte, as tradicionais pancadas de chuva continuam ocorrendo, mas o destaque fica para a possibilidade de friagem.

O fenômeno deve atingir principalmente Acre, Rondônia e o sul do Amazonas entre terça-feira (23) e sexta-feira (26). Nessas áreas, as manhãs poderão começar com temperaturas mais baixas e sensação de frio incomum para a região.

A previsão indica que a massa de ar polar continuará influenciando grande parte do país nos próximos dias, mantendo o cenário de frio intenso e exigindo atenção redobrada, especialmente de idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.

Fonte: ND Mais

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