Presidente afirma que sistema pode ser aprimorado, mas não sofrerá mudanças por pressão externa
Lula afirmou que Pix não será alterado após críticas dos Estados Unidos ao sistema brasileiroFoto: Imagens do Youtube e da White House/ND Mais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (02) que o Pix não será modificado por pressão externa, após críticas feitas pelos Estados Unidos ao sistema de pagamentos brasileiro.
A declaração foi dada durante agenda em Salvador (BA) e ocorre em meio à repercussão de um relatório do USTR, que aponta o sistema digital de pagamentos brasileiro como uma possível barreira aos interesses comerciais americanos.
Sem citar diretamente medidas concretas, o presidente do Brasil mencionou críticas atribuídas ao presidente Donald Trump sobre o impacto do sistema no comércio internacional.
“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar”, afirmou o presidente.
Segundo Lula, o sistema pode até ser aprimorado, mas não sofrerá alterações por pressão de outros países.
O documento do USTR aponta que sistema criado e operado pelo Banco Central pode favorecer a plataforma pública em relação a empresas estrangeiras do setor de pagamentos.
Além disso, o relatório também menciona: propostas de regulação de plataformas digitais, ampliação de poderes do Cad e a chamada “taxa das blusinhas”.
Na avaliação americana, essas medidas podem prejudicar empresas dos Estados Unidos.

Após críticas dos Estados Unidos, governo afirma que sistema brasileiro não será alteradoFoto: José Cruz/Agência Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin também saiu em defesa do sistema e afirmou que o Pix “é um sucesso” e não representa problema nas relações comerciais.
Ele destacou ainda que os Estados Unidos mantêm superávit na balança com o Brasil, reforçando que o país não é um entrave econômico.
Sitema existe desde novembro de 2020Foto: Imagem ilustrativa gerada pela IA/ND Mais
A inclusão no relatório americano ocorre no contexto de uma investigação comercial baseada na chamada Seção 301, que pode embasar tarifas contra produtos brasileiros.
*Com informações do Poder 360 e Estadão Conteúdo.
Fonte: ND Mais