Mesmo com mudanças para reduzir reprovações automáticas, a CNH 2026 já gera polêmica nas redes sociais após candidata relatar divergência entre a pontuação e o resultado final
Candidata foi reprovada na prova prática da CNH 2026 e acionou o DetranFoto: Imagem gerada por IA/ND
A aplicação do novo modelo da prova prática para a CNH 2026 virou tema de debate nas redes sociais após o relato de uma jovem candidata em Goiás. Mesmo sem atingir o limite máximo de penalizações, ela afirma ter sido reprovada no exame.
O caso ganhou repercussão depois que Maria Carolina publicou vídeos em uma rede social relatando a experiência. Segundo o relato, ela realizou a prova, que conta com o manual do Senatran, dentro do novo formato, onde o candidato só é reprovado automaticamente ao atingir 10 pontos em penalizações ou ao cometer uma infração gravíssima durante o percurso.
Ainda assim, Maria Carolina afirmou ter recebido 6 pontos em penalidades na prova prática da CNH 2026, abaixo do limite estabelecido, mas teve o resultado final registrado como reprovação.
Essa situação chamou atenção porque, pelas regras atuais, essa pontuação não deveria levar à eliminação direta. Após a divulgação do caso, vários internautas passaram a questionar se existem falhas na correção ou no registro das avaliações.
Em outro vídeo publicado através das redes sociais, a candidata contou que procurou o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) para entender o que havia acontecido.
Segundo ela, o órgão fez a análise do espelho da prova e informou que diante da pontuação registrada, existe a possibilidade de entrar com recurso administrativo.
Esse episódio reforçou a percepção de que apesar da mudança nas regras para obter a CNH 2026, ainda podem haver inconsistências na aplicação prática do novo sistema. Até o momento, o Detran não se manifestou oficialmente sobre o caso específico.
As alterações no processo de habilitação entraram em vigor recentemente e trouxeram mudanças significativas no processo de obtenção da CNH 2026.
Entre elas está o fim da obrigatoriedade das aulas feitas em autoescola, permitindo que o candidato escolha como se preparar, inclusive com instrutor autônomo credenciado ou veículo próprio.
Outra mudança importante foi a redução da carga mínima das aulas práticas, que passaram a ser de apenas duas horas antes da realização do exame.
No novo modelo, a prova prática da CNH deixou de ter etapas eliminatórias fixas, como por exemplo, o exame de baliza e também rampa que eram obrigatórios e eliminatórios. Agora, o candidato é avaliado ao longo do percurso maus próximo da condução real no trânsito.
As falhas cometidas durante o trajeto geram penalidades somadas conforme a gravidade da infração. Ao atingir 10 pontos, o candidato é reprovado automaticamente. As infrações gravíssimas também continuam levando à eliminação imediata.
A proposta do novo sistema é reduzir reprovações automática por erros pontuais e avaliar a capacidade de direção de forma mais ampla, considerando situações do dia a dia.
Apesar de a prova prática da CNH em 2026 estar mais tolerante com falhas leves, algumas condutas continuam sendo consideradas eliminatórias imediatas, por representarem risco real à segurança no trânsito. Veja quais são:
Ignorar a sinalização continua sendo o principal motivo de reprovação. Avançar o “PARE” sem imobilizar completamente o veículo ou atravessar o semáforo fechado demonstra risco direto de colisão e resulta em eliminação imediata.
Encostar levemente no meio-fio agora gera apenas perda de ponto. Porém, subir com a roda na calçada ou atingir o cordão com impacto forte durante manobras de estacionamento encerra o exame na hora, por colocar pedestres em risco.
Qualquer batida ou contato físico com veículos estacionados, postes, lixeiras ou outros obstáculos resulta em reprovação automática. Com o fim dos cones, o examinador avalia principalmente a capacidade de manter distância segura.
Deixar de parar para pedestres na faixa ou não respeitar ciclistas durante o trajeto é falha eliminatória. A prova de 2026 reforça a convivência no trânsito e a proteção dos usuários mais vulneráveis.
Invadir a faixa contrária, mesmo que por nervosismo em conversões ou desvios, é considerado erro gravíssimo. Circular na contramão, fora das situações legalmente permitidas, compromete a segurança viária e reprova o candidato imediatamente.
O relato da candidata evidencia que o novo modelo para tirar a CNH 2026, instituído pelo governo, ainda passa por um período de adaptação. Embora no papel a regra seja clara, situações levantam dúvidas sobre a padronização, treinamento de examinadores e também o registro correto das notas.
Enquanto isso, especialistas recomendam que candidatos que se sintam prejudicados solicitem o espelho da prova e avaliem a possibilidade de entrar com recurso administrativo dentro do prazo previsto.
O caso de Maria Carolina reacendeu o debate sobre transparência e fiscalização na aplicação das novas regras da CNH 2026, que prometem modernizar o processo, mas ainda enfrentam questionamentos na prática.
Fonte: ND Mais