• 18 de fevereiro de 2026

Mpox em Porto Alegre: veja os sintomas da doença após o 1º caso confirmado durante o Carnaval

Os principais sinais e sintomas da Mpox aparecem, normalmente, de 3 a 16 dias após o primeiro contato com o vírus

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Saiba os sintomas da MpoxFoto: OMS/Reprodução/ND Mais

Com a confirmação do primeiro caso da doença Mpox em Porto Alegre (RS) em 2026, na terça-feira (17), o vírus passou a ser um dos assuntos mais procurados na web. Em 2025, foram 11 casos confirmados na capital gaúcha.

A Mpox é uma doença zoonótica viral causada pelo MPXV (Mpox vírus), do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas, materiais contaminados ou animais silvestres (roedores) infectados.

Em meio ao registro de casos em países fora das regiões onde a doença era mais comum, a mpox voltou ao radar das autoridades sanitárias, levantando um alerta sobre os sintomas.

Sinais e sintomas da Mpox

De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sinais e sintomas da Mpox incluem:

  • Erupções cutâneas ou lesões de pele;
  • Linfonodos inchados (ínguas);
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dores no corpo;
  • Calafrio;
  • Fraqueza.

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox é normalmente de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

Após a manifestação de sintomas como erupções na pele, o período em que as crostas desaparecem, o infectado deixa de transmitir o vírus a outras pessoas.

Sintomas da Mpox incluem o aparecimento de lesões na peleFoto: Freepik/ND MaisSintomas da Mpox incluem o aparecimento de lesões na peleFoto: Freepik/ND Mais

As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas, que secam e caem, de acordo com informações do Ministério da Saúde.

O número de lesões em uma pessoa pode variar de algumas a milhares de lesões e as erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo.

Tratamento

O tratamento dos casos de Mpox tem se sustentado em medidas de suporte clínico com o objetivo de aliviar sintomas, tratar complicações e evitar sequelas.

A maior parte dos casos de pessoas diagnosticadas com a doença apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Até o momento, não se dispõe de medicamento aprovado especificamente para Mpox.

Porto Alegre confirma primeiro caso em 2026

Na terça-feira (17) de Carnaval, a Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre confirmou o primeiro caso de Mpox do ano. A doença teria sido contraída fora do Rio Grande do Sul.

Durante o Carnaval, prefeitura de Porto Aelgre alertou para os cuidados com a MpoxFoto: Reprodução/Agência Brasil/SBPM/ND MaisDurante o Carnaval, prefeitura de Porto Aelgre alertou para os cuidados com a MpoxFoto: Reprodução/Agência Brasil/SBPM/ND Mais

A prefeitura alertou a população para evitar a infecção pelo vírus, sobretudo durante as festas de Carnaval. “Quem vai festejar o Carnaval deve examinar sua pele e observar a presença de erupções, bolhas ou feridas, especialmente na área genital, boca, mãos e pés antes de sair”, disse o órgão municipal.

Prevenção

Entre as principais formas de prevenção, estão:

  • Evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença;
  • No caso da necessidade de contato utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção;
  • Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão;
  • Lavar regularmente as mãos com água e sabão ou utilize álcool em gel, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias;
  • Lavar as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos da pessoa infectada com água morna e detergente;
  • Limpar e desinfetar todas as superfícies contaminadas e descartar os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada.

*Com informações do Ministério da Saúde

Fonte: ND Mais

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