Balanço oficial do governo aponta mais de 12 mil feridos; ONU estima mais de 50 mil desaparecidos após terremoto na Venezuela
Balanço oficial aponta 2.595 mortos após os dois terremotos na VenezuelaFoto: Federico Parra/AFP/ND Mais
A Venezuela já registra pelo menos 2.595 mortos após os tremores que atingiram o país em 24 de junho. O novo balanço foi divulgado pela presidente interina Delcy Rodríguez.
O terremoto na Venezuela também deixou mais de 12 mil feridos, segundo dados oficiais. Enquanto o governo fala em esforços de resgate, organizações internacionais denunciam dificuldades impostas às equipes de ajuda humanitária.
Os terremotos atingiram principalmente o estado de La Guaira, próximo à capital Caracas. Os abalos tiveram magnitude 7,2 e 7,5 e ocorreram com menos de um minuto de intervalo.
Após os impactos iniciais, foram registradas cerca de 20 repetições. Prédios, casas e estruturas urbanas foram destruídos, ampliando o cenário de devastação.
Em meio às operações, equipes de resgate ainda conseguiram salvar vítimas. Nesta quinta-feira, um homem foi retirado com vida após passar oito dias sob os escombros.
Mais de 16 mil pessoas foram encontradasFoto: Jhonattam Petit/X/ND Mais
O governo venezuelano não divulga um número oficial de desaparecidos. A ONU, no entanto, estima que mais de 50 mil pessoas ainda não foram localizadas.
Já uma base de dados independente aponta 54.518 desaparecidos, dos quais 16.114 já foram encontrados. Com a falta de precisão, os números ampliam a pressão internacional sobre o governo e dificulta o planejamento das ações de busca.
Segundo a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, 72 chefes de Estado e de governo já fizeram contato com a Venezuela e ofereceram apoio. Ela afirmou que o país pediu o envio de equipes de resgate.
Países como Brasil, Estados Unidos, China e México enviaram equipes, alimentos, medicamentos e equipamentos.
Apesar disso, organizações humanitárias denunciam entraves no acesso às áreas atingidas. A Amavex afirmou que bombeiros venezuelanos foram impedidos de atuar em determinados pontos pela Polícia Nacional Bolivariana.
Governo rebateu críticas sobre dificultar ajudas humanitárias após os terremotos na VenezuelaFoto: Reprodução/ND Mais
Já a ISAR Germany informou que teve a entrada negada, mesmo com equipe médica e equipamentos prontos para envio.
Em resposta às críticas, Delcy Rodríguez afirmou que o governo reagiu imediatamente à tragédia e negou as acusações de lentidão.
Segundo ela, a prioridade é salvar vidas e ampliar as ações de resgate, especialmente em La Guaira, região mais afetada pelos tremores.
Enquanto isso, equipes internacionais seguem atuando em busca de sobreviventes, apesar da redução da chamada “janela de ouro”, período crítico para resgates com vida.
Fonte: ND Mais