No entendimento dos magistrados, cautelares de Bolsonaro são motivadas por recorrentes tentativa de "interferir" na ação penal que julga tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022
Ministra Cármen Lúcia votou a favor das cautelares de Bolsonaro – Foto: Antonio Augusto/STF/ND
A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), proferiu, nessa sexta-feira (18), o quarto voto favorável à decisão do ministro Alexandre de Moraes para aplicação das medidas cautelares de Bolsonaro.
Até o momento, o placar está 4 votos a 0 para manter as cautelares de Bolsonaro. Além de Moraes, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia foram favoráveis em manter as medidas cautelares.
Cautelares de Bolsonaro incluem uso de tornozeleira eletrônica e restrição de contato com familiares – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/ND
A votação ficará aberta até segunda-feira (21), restando apenas o voto do ministro Luiz Fux. Para Cármen Lúcia, os indícios apontados contra Bolsonaro justificam as medidas.
“A necessidade da manutenção das medidas cautelares decretadas na decisão que se propõe referendar está evidenciada pelas numerosas postagens juntadas no processo, nas quais constam indícios de esforços desenvolvidos por Eduardo Nantes Bolsonaro e Jair Messias Bolsonaro para interferir no regular trâmite da Ação Penal 2.688 [trama golpista], na qual Jair Bolsonaro é réu”, argumenta a ministra.
As cautelares de Bolsonaro foram determinadas no inquérito no qual o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, é investigado por sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.
Jair Bolsonaro em entrevista coletiva em Brasília, em junho de 2025 – Foto: Divulgação/Agência Brasil
Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença termina neste domingo (20).
Confira as medidas determinadas contra Bolsonaro:
*Com informações da Agência Brasil.
Fonte: ND Mais