• 30 de março de 2026

Medicamentos mais caros a partir desta quarta (1º); reajuste pode chegar a 3,81%

Índice oficial deve ser divulgado até terça (31) e pode pesar no bolso de quem depende de remédios

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Medicamentos mais caros: reajusta pode chegar a 3,81%Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA

Os preços dos medicamentos no Brasil devem subir a partir desta quarta-feira (1º). O reajuste anual autorizado pelo governo federal pode chegar a até 3,81%, segundo estimativa do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos).

Na prática, o aumento médio esperado é de 1,95%, percentual abaixo da inflação acumulada em 12 meses, medida pelo IPCA, que está em 3,81% no período entre março de 2025 e fevereiro de 2026.

O reajuste é definido com base em uma fórmula aplicada pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), órgão ligado à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O índice final ainda depende de aval do governo federal e impacta cerca de 13 mil medicamentos em todo o país.

A resolução da CMED com os porcentuais oficiais deve ser publicada até esta terça-feira (31).

Reajuste não é automático

Apesar de entrar em vigor oficialmente em 1º de abril, o aumento não ocorre de forma imediata em todos os produtos. Isso porque fatores como concorrência entre laboratórios, reposição de estoques e estratégias comerciais das farmácias influenciam diretamente os preços praticados ao consumidor.

Segundo o presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, a orientação é que o consumidor pesquise antes de comprar.

“Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, esses aumentos podem demorar meses ou nem acontecer”, afirma.

Medicamentos mais caros: cálculo do aumento segue uma fórmula definida pela CMEDFoto: Arquivo/Agência BrasilMedicamentos mais caros: cálculo do aumento segue uma fórmula definida pela CMEDFoto: Arquivo/Agência Brasil

Medicamentos mais caros: como o reajuste é calculado?

O cálculo do aumento segue uma fórmula definida pela CMED, que considera:

  • A inflação dos últimos 12 meses (IPCA)
  • O fator de produtividade da indústria farmacêutica (Fator X)
  • Ajustes de preços entre setores (Fator Y)
  • Ajustes internos do próprio setor (Fator Z)

Neste ano, o Fator X foi considerado zero, assim como os componentes do Fator Z, o que simplifica o cálculo basicamente à variação da inflação.

A CMED também estabelece limites máximos de preços, como o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), o Preço Fábrica (PF) e o Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG), que regulam o mercado e evitam aumentos abusivos.

Medicamentos mais caros: o índice final ainda depende de aval do governo federal Foto: Divulgação/Anvisa/ND MaisMedicamentos mais caros: o índice final ainda depende de aval do governo federal Foto: Divulgação/Anvisa/ND Mais

O que muda para o consumidor

Mesmo com a autorização de reajuste, o impacto no bolso pode variar bastante. Medicamentos com o mesmo princípio ativo costumam ter preços diferentes, já que são produzidos por diversos fabricantes.

*Com informações de Anvisa e R7

Fonte: ND Mais

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