Mauro Cid e Jair Bolsonaro avaliam assistir ao próprio julgamento em casa a partir de terça-feira (2)
Defesa orienta Mauro Cid a ficar em casa durante o julgamento – Foto: Reprodução/STF/ND
O tenente-coronel Mauro Cid decidiu faltar ao próprio julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal), que começa na terça-feira (2). Ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros seis réus, ele responde pelo crime de tentativa de golpe de Estado.
Segundo o colunista Igor Gadelha, Cid não irá comparecer ao STF por recomendação de seus advogados, que acreditam que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro “não teria nenhum ganho” em assistir ao julgamento presencialmente.
Enquanto os advogados de Mauro Cid realizarem a sustentação oral da defesa, o delator deve acompanhar o julgamento em casa. Ele mora em no SMU (Setor Militar Urbano) em Brasília, Distrito Federal.
Defesa de Bolsonaro pediu anulação da delação de Cid – Foto: Ton Molina/STF/ND
A imprensa também especula que, assim como Cid, Bolsonaro opte por assistir às sessões à distância, em razão da saúde debilitada. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar em condomínio de alto padrão em Brasília e precisaria da autorização do ministro Alexandre de Moraes para sair de casa.
Os réus têm direito de comparecer ao julgamento, mas não são obrigados. A Primeira Turma do STF julgará o chamado “núcleo 1” da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) durante cinco dias: 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.
O tenente-coronel Mauro Cid fez um acordo de delação premiada com a Polícia Federal para colaborar com as investigações da suposta tentativa de golpe de Estado. Em troca, a defesa pediu perdão judicial ou condenação mínima de dois anos de prisão ao STF.
Pela lei, o delator têm direito a benefícios como redução de até dois terços da pena, cumprimento em regime mais brando, substituição por penas alternativas e até, em casos excepcionais, o perdão judicial.
PGR negou perdão ao ex-ajudante de ordens de Bolsonaro – Foto: Agência Brasil/Reprodução
A PGR, contudo, recomendou a redução de pena mínima por entender que Mauro Cid não cumpriu integralmente o acordo de colaboração premiada. Dessa forma, a pena seria descontada em 1/3.
O procurador-geral da República Paulo Gonet destacou omissões e contradições nos depoimentos de Mauro Cid, que considerou “superficiais e pouco elucidativos, especialmente quanto aos fatos de maior gravidade”.
A pena dos oito réus do “núcleo 1” pode chegar a 43 anos de prisão:
Fonte: ND Mais