• 25 de julho de 2022

Justiça condena a mais de 100 anos réus que mataram e esconderam corpo de jovem em SC

Sete réus foram condenados nesse fim de semana pelo assassinato de Cristini de Jesus Passos, de 24 anos, em Imbituba, no Sul catarinense. A sessão teve duração de 22 horas, envolveu mais 50 pessoas e foi considerada a maior da comarca de Imbituba.

A pena dos réus, se somadas, ultrapassam os 100 anos de prisão pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado, ocultação de cadáver, omissão de socorro e fraude processual.

Segundo a denúncia, os crimes aconteceram em 5 de abril de 2019, em Imbituba, e a ossada de Cristini foi encontrada somente dez dias após seu assassinato.

A investigação apontou que companheiro da jovem encomendou a morte. Ele teria ordenado ao irmão que matasse a vítima, por ela ter decidido terminar o relacionamento que tinham e não querer mais visitá-lo onde estava preso.

A mulher, então, foi atraída até a casa do cunhado onde os outros cinco réus também estavam e iniciaram a execução do crime. A vítima foi brutalmente torturada pelos acusados, sendo golpeada com um martelo, faca, “bengala” de motocicleta, pedaço de madeira e capacete.

Ela sofreu traumatismo craniano e morreu no local. Segundo a perícia, o crânio da vítima possuía pelo menos dez fraturas. Após isso, o corpo de Cristini foi levado até um aterro de lixo no bairro Divineia, onde foi queimado com uso de gasolina.

O grupo ainda teria efetuado a limpeza da casa e se desfeito de pelo menos um dos instrumentos do crime. Em data posterior, também alteraram novamente a cena do crime, simulando uma reforma na residência, inclusive retirando e trocando pisos e paredes, com o objetivo de dificultar o trabalho investigativo.

A Justiça de Santa Catarina reconheceu que o crime de homicídio foi praticado por motivo fútil, mediante emboscada, com emprego de tortura e contra mulher em razão da condição do sexo feminino, em contexto de violência doméstica e familiar, além dos crimes de ocultação de cadáver, omissão de socorro e fraude processual majorada.

Dois oito réus, cinco homens e três mulheres, quatro estavam presos desde 2019 e outros três tiveram prisão preventiva decretada após a sentença. Um acusado foi absolvido das acusações.

As penas dos acusados foram fixadas em 25 anos e um mês, 24 anos e sete meses, 22 anos e seis meses, 22 anos, 19 anos e oito meses, 16 anos e quatro meses, em regime inicial fechado, e 3 meses de detenção. Cabe recurso da decisão.

Fonte: ND Mais