França e Espanha são os países mais afetados e tiveram mais de 320 mil pessoas retiradas de suas residências.
Chamas são vistas a longas distâncias e ameaçam a vida de milhares de famílias na Europa.Foto: Reprodução/X/Governo da França/ND Mais
Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que os incêndios florestais na Europa cresceram de forma expressiva nos últimos anos.
No primeiro semestre de 2026, cerca de 2,2 milhões de hectares já haviam sido consumidos pelas queimadas, frente à 1,4 milhão de área afetada no mesmo período em 2022. Os números representam aumento de 57% nas ocorrências.
Nesta segunda-feira, o presidente Emmanuel Macron, da França, publicou no X, antigo Twitter, uma mensagem de esperança diante do desastre que atinge milhares de famílias no país.
“Nós venceremos esta batalha”, afirmou.
A União Europeia afirmou ter mobilizado apoio humanitário para a França, onde foram enviados 7 aviões e 4 helicópteros, e Espanha com 6 aviões, 134 combatentes e 41 veículos.
[TERRIFYING IMAGES FROM ABOARD A FIRE TRUCK IN THE GIRONDE MEGA-FIRE]
— France Safety Travel (@francesafetytra) July 27, 2026
This video, filmed directly by a firefighter (Dorian Deffre), shows the appalling conditions faced by firefighters currently on the front lines.
All our love, esteem, and respect go out to everyone currently… pic.twitter.com/2q7W3ntOUj
A publicação da OMS nesta segunda-feira (27) traz diretrizes de segurança para orientar e proteger a saúde da população frente aos impactos físicos e estruturais gerados pelas chamas.
Os territórios de Portugal e da Espanha relataram um aumento superior a 100% em comparação com o mesmo período de 2025, o que levou o governo espanhol a declarar emergência nacional na última semana por causa do cenário.
Bordeaux Exhibition Park this evening. People will be welcomed and set up. pic.twitter.com/FJpM801Vh2
— France Safety Travel (@francesafetytra) July 27, 2026
Segundo o Euronews, mais de 300 mil pessoas foram retiradas de suas residências na França e na Espanha. No sul da Europa, o número de pessoas desabrigadas já chegam a 320 mil.
O diretor regional da ONU para a Europa, Hans Henri Kluge, afirmou em comunicado oficial que as ocorrências destroem residências e meios de subsistência, além de provocarem mortes.
Ele declarou ainda que os eventos “colocam enorme pressão” sobre os sistemas de saúde e os serviços de emergência locais. Para as autoridades europeias, as queimadas estão fora de controle.
Omg 😱, it looks like the end of the world 🥲 pic.twitter.com/YGnO6yfDXr
— France Safety Travel (@francesafetytra) July 27, 2026
A fumaça viaja por longas distâncias e o material particulado penetra profundamente nos pulmões até alcançar a corrente sanguínea. O contato com a poluição causa irritações oculares, redução da função pulmonar, bronquite, agravamento da asma e morte prematura.
Os grupos formados por idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas enfrentam o maior risco.
Para a proteção respiratória e cardiovascular, o órgão de saúde recomenda que os cidadãos permaneçam em ambientes fechados e climatizados, evitando a abertura de janelas e persianas.
As famílias devem reduzir fontes de poluição interna, o que inclui suspender o uso de fogões a gás propano ou a lenha, sprays, aspiradores de pó e cigarros.
As pessoas que precisarem circular por áreas com fumaça devem vestir máscaras dos modelos FFP2 ou N95 com ajuste adequado no rosto.
A hidratação contínua com água e a restrição ao consumo de cafeína e álcool integram as medidas preventivas.
Os motoristas em deslocamentos essenciais precisam ligar os faróis durante o dia para melhorar a visibilidade nas rodovias.
As orientações médicas de primeiros socorros determinam que não se deve usar água para apagar chamas ativas nas roupas de vítimas, pois o vapor gera novas lesões térmicas.
ALL-OUT FIRE IN EUROPE! Spain and France are ablaze for the second week in a row. pic.twitter.com/mAVz4j2vJ9
— France Safety Travel (@francesafetytra) July 27, 2026
A ação correta consiste em fazer a pessoa rolar no chão ou utilizar líquidos extintores de fogo e cobertores.
Nos casos de queimaduras leves, a área machucada deve permanecer sob água corrente fresca por um período de 20 a 30 minutos.
Em episódios graves, os socorristas não podem tentar remover os tecidos grudados na pele nem aplicar óleos, pastas ou gelo, devendo apenas cobrir o ferido com um pano limpo e seco para prevenir o estado de choque.
A ONU reforça que os indivíduos com dor no peito, falta de ar grave, queimaduras ou sintomas de agressividade e estresse busquem atendimento médico e psicológico.
Fonte: ND Mais
Vinicios Souza