Réu foi sentenciado a mais de 10 anos de prisão por tentar atropelar um agente de segurança com uma máquina agrícola.
O Tribunal do Júri da Comarca de Fraiburgo condenou um homem pelo crime de tentativa de homicídio qualificado contra um agente de segurança. O julgamento, realizado nesta quinta-feira (22), analisou a conduta do réu que utilizou uma máquina agrícola para investir contra um policial militar em 11 de novembro do ano passado.
Os jurados também consideraram o réu culpado pelos crimes de embriaguez ao volante e desobediência a ordem de parada. Por outro lado, ele foi absolvido das acusações de desacato a autoridade e ameaça. A sentença estabeleceu uma pena de 10 anos e oito meses de prisão em regime fechado, somada a sete meses e sete dias de detenção em regime semiaberto.
A acusação foi conduzida pelo Promotor de Justiça André Ghiggi Caetano da Silva. Durante os trabalhos, que duraram quase dez horas, o representante do Ministério Público de Santa Catarina fez um alerta aos jurados de que a decisão tomada por eles diria à comunidade se dirigir embriagado, tentar matar outra pessoa e desrespeitar as autoridades têm consequências ou não.
Segundo as investigações, a Polícia Militar foi acionada após o homem derrubar o portão de uma boate com o pulverizador. O veículo, que pesa cerca de 10 toneladas, foi conduzido em zigue-zague e na contramão pela rodovia SC-355, colocando várias vidas em risco, sendo que o motorista fugiu por uma estrada rural após receber sinais de parada e desobedecer aos policiais. Durante a perseguição, que percorreu aproximadamente 10 quilômetros, o condutor realizou manobras de marcha ré para intimidar os policiais.
Ao entrar em uma área de lavoura, o homem acelerou a máquina na direção de um policial que havia descido da viatura. O agente só foi contido após disparos efetuados por outro policial. “Ele usou aquela máquina agrícola como uma arma para me matar, e, se o meu colega não tivesse atirado, provavelmente hoje eu não estaria aqui”, relatou a vítima em seu depoimento.
O Promotor de Justiça André Ghiggi Caetano da Silva ressaltou que a atuação dos policiais priorizou a tentativa de resolver a situação sem o uso da força, agindo dentro dos limites legais, e que os disparos só foram efetuados quando ficou claro que o homem usaria a máquina agrícola para matar um dos agentes. Após o encerramento da sessão, o réu, que já estava preso preventivamente, foi reconduzido ao presídio para o cumprimento da pena assim que a sessão terminou.

Fonte: Com informações de MPSC