A operação Fear of the Pix, que faz referência a um álbum da banda de 1992, chamado Fear of the Dark, foi deflagrada nesta quinta-feira
O golpe com venda de ingressos falsos para o show da banda foi identificado pela polícia em dezembroFoto: Reprodução/Redes sociais/ND Mais
Um esquema criminoso foi alvo da Polícia Civil nesta quinta-feira (15), com cinco mandados de busca e apreensão no bairro Tatuapé, zona leste da capital, e em Guarulhos, Grande São Paulo. O grupo aplicava o golpe do Iron Maiden, em que vendia ingressos falsos para o show da banda de rock conhecida mundialmente.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou em dezembro quando uma das vítimas fez um boletim de ocorrências de um golpe. Ela contou que fez o pagamento de R$ 690 por Pix para comprar o ingresso do show, mas nunca o recebeu.
Então, ao entrar em contato com a plataforma original, ela descobriu que estava em um site falso que simulava o verdadeiro, aplicando o golpe do Iron Maiden.
Depois disso, as equipes perceberam que o valor foi para uma empresa facilitadora de pagamentos, que não bloqueou ou estornou o dinheiro mesmo depois da comunicação da fraude.
Com isso, as investigações mostraram que, além do site falso aplicando o golpe do Iron Maiden, havia empresas envolvidas –– recém criadas, com alterações de sociedade suspeitas e ainda com diversas reclamações de golpes.
O delegado titular à frente da investigação, Alexandre Bento, explica que o site é uma reprodução muito idêntica ao site original:
“A pessoa tem que estar sempre atenta à grafia na página de endereçamento. Eles sempre trocam ou invertem as palavras. São nesses mínimos detalhes que é possível diferenciar o verdadeiro do falso”.
A operação Fear of the Pix, que significa “medo do pix”, faz referência a um álbum da banda de 1992, chamado Fear of the Dark.
Foram cumpridos mandados nas sedes das empresas investigadas e nos endereços dos sócios proprietários. Os mandados foram autorizados pelo Poder Judiciário.
No total, foram apreendidos 13 relógios, três veículos de luxo, R$ 11 mil em espécie, seis computadores e outros documentos que serão análise de investigação.
O caso é investigado como associação criminosa para a prática de estelionato eletrônico.
Fonte: ND Mais