Estimativa é baseada no panorama registrado no primeiro semestre de 2021, quando foram contabilizadas 14 altas no Estado catarinense
Depois de contabilizar 14 altas no preço dos combustíveis somente no primeiro semestre, a tendência é de que o consumidor de Santa Catarina tenha que desembolsar, até o final do ano, R$ 7 pelo litro da gasolina.
A estimativa foi informada pelo vice-presidente do Sindópolis (Sindicato de Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis), Joel Fernandes.
“Se você fizer a avaliação do primeiro semestre e o quanto subiu, e fazer a projeção para os meses restantes do ano, a gasolina deverá passar dos R$ 7 o litro”, resumiu.
Com um percentual de 25% de ICMS sobre o litro do combustível, Santa Catarina, até o momento, não chegou à linha dos R$ 6 o litro. De acordo com o SLP (Sistema de Levantamento de Preço) da ANP (Agência Natural do Petróleo, Gás Natual e Biocombustíveis), na última semana o valor médio da gasolina, mais alto, foi encontrado em Concórdia, a R$ 5,89.
Logo na sequência vem os municípios de Biguaçu, São José e Palhoça, na Grande Florianópolis, todos com o preço médio de R$ 5,88. Florianópolis, ainda de acordo com o levantamento que foi realizado na primeira semana de agosto (1º/8 a 7/8), aparece com um preço médio de R$ 5,82.
“Não é questão de pessimismo ou otimismo, a realidade é que no Brasil tudo sobe. A Petrobras, recentemente, anunciou um lucro de quase 9 bilhões [o valor exato foi de US$ 8,1 bilhões — mais de R$ 42,3 bilhões] só no segundo trimestre do ano. Eles poderiam não acompanhar os valores que são praticados lá fora”, avaliou Joel.
Ainda que mais reajustes nos valores atualmente praticados sejam uma tendência, o panorama desenrolado desde o início de 2021 aponta para que novas altas aconteçam nos próximos meses.
Não há de se desconsiderar, é claro, que esses valores possam apresentar reduções. Há uma combinação, segundo Joel, preponderante para que o litro do combustível reduza ou, pelo menos, pare de ascender.
A fórmula está diretamente ligada à relação do preço do barril do petróleo e da cotação do dólar. Em julho, por exemplo, o barril do petróleo registrou seu maior valor em sete anos: quase US$ 75 dólares. Na manhã desta segunda-feira (9), a cotação do barril estava em quase US$ 78. Já o dólar está sendo comercializado a R$ 5,25.
“Para que tenhamos alguma possibilidade de redução, esses dois vetores não podem subir ou, pelo menos, precisam se manter estáveis para que não tenhamos mais altas no preço”, acrescentou o vice-presidente do Sindópolis.
Fonte: ND Mais