• 23 de junho de 2022

Gás, Diesel, Gasolina, Luz e Leite consomem a renda do brasileiro

O vale-gás do governo federal não paga nem metade do botijão de cozinha. O valor de 53 reais só equivale a 50% do preço em apenas três estados. Nos demais, o brasileiro tem que pôr a mão no bolso e tirar quase 80 reais para inteirar a compra.

Os dados são do último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, que mostra o aumento do preço do gás. Em nossa região, o valor do botijão de 13 quilos gira em torno de 130 reais.

Reforçando o que é o vale gás. É um auxílio em dinheiro liberado a cada dois meses pelo ministério da cidadania. A grana vai para famílias inscritas no cadastro único do governo federal. O benefício de 53 reais será pago até o dia 30 deste mês para quase seis milhões de famílias.

E não é só gás que está com preço cada vez mais elevado. Ontem a diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou os novos valores de bandeira tarifária, montante que é cobrado de forma adicional na conta de luz de acordo com as dificuldades de geração de energia.

A proposta aprovada traz aumentos da ordem de 60% nos valores das bandeiras tarifárias amarela e vermelha 1. Vale lembrar que atualmente está em vigor a bandeira verde, que não traz a cobrança extra.

A expectativa é que essa condição permaneça até o final do ano, devido às chuvas que aumentaram a capacidade dos reservatórios de água e consequentemente a produção de energia.

Agora de quem é a culpa ou a responsabilidade por tantos aumentos. No caso dos combustíveis, por exemplo, há uma queda de braço entre governo e a Petrobras, e quem paga a conta somos nós os trabalhadores, além de ficar perdido em meio a tanta conversa e desinformação.

Ontem (21), o Ministro de Minas e Energia afirmou que governo não pode interferir no preço dos combustíveis, mas defende que a Petrobras deve fazer sacrifícios para conter reajustes.

Ainda sobre o preço do combustível, cinco cidades de Santa Catarina vendem o litro do diesel S10 acima dos R$ 7, conforme pesquisa realizada na semana passada, que apontou valores de até R$ 7,68. Os preços pesquisados ainda não haviam passado pelo reajuste anunciado pela Petrobras.

De acordo com a pesquisa semanal da ANP, 194 postos de combustível em SC foram pesquisados e o preço médio encontrado no Estado foi de R$ 6,89. Já na pesquisa entre as cidades, o maior preço médio do diesel foi registrado em Concórdia, R$ 7,18 o litro, antes do último reajuste.

E nas ruas, a população que depende do combustível para trabalhar ou se locomover está impactando com o orçamento cada vez mais apertado:

E não para por aí. O consumidor do leite longa vida também pode preparar o bolso. O litro do produto pode chegar aos R$ 7 até o início do próximo mês. A previsão pessimista é do presidente do Sindileite (Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados) de Santa Catarina, Valter Brandalise.

Segundo ele, em pequenos mercados pelo Estado esse preço já vem sendo praticado.
Com a aprovação na Assembleia Legislativa, no início do mês passado, do projeto de lei 78/2022, de autoria do Poder Executivo, que manteve o ICMS do alimento em 7% até o fim do ano que vem, a expectativa era de uma redução no litro do produto, porém o que se observa é uma crescente alta.

No início de maio ainda era possível comprar o litro por R$ 4,60 em grandes redes de supermercados. Segundo o presidente do Sindileite, praticamente as cadeias produtivas se desestruturaram, uma parte em função da pandemia, a outra parte quando estava se recuperando iniciou a guerra na Ucrânia, o que resultou em uma forte subida do preço.

Levantamento da Faesc (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina) na década de 90 tinham 70 mil produtores de leite e agora em 2022 são 24 mil. O presidente do Sindileite sustenta que o efeito da redução do ICMS foi R$ 0,25, nada mais que isso. Portanto, o que se está sendo visto nas gôndolas é um desequilíbrio entre oferta e demanda.

Fonte: Rádio Videira

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