CPMI do INSS vota quebra de sigilo de Lulinha e ouve investigados em sessão no Senado que analisa fraudes em benefícios previdenciários
Fábio Luís Lula da Silva, o LulinhaFoto: The Rio Times/Reprodução/ND Mais
A CPMI do INSS vota nesta quinta-feira (26), às 9h, requerimentos que incluem a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de depoimentos de investigados e testemunhas no Senado.
A reunião será a 32ª da comissão que apura fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários. A pauta prevê a análise de 87 requerimentos, entre pedidos de quebra de sigilo, convocações e oitivas.
Após a votação, os parlamentares devem ouvir o empresário Paulo Camisotti, o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (MA) e o advogado Cecílio Galvão, segundo a Agência Senado.
O pedido de quebra de sigilos de Lulinha foi apresentado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Segundo o parlamentar, mensagens interceptadas em investigação citam possível vínculo do filho do presidente com pagamento de R$ 300 mil relacionado a empresa investigada.
Gaspar também menciona documentos que indicariam repasses de R$ 1,5 milhão entre empresas sob justificativa de serviços de consultoria, apontados como transações sem lastro econômico, hipótese ainda sob apuração.
Paulo Camisotti também será ouvido nesta quinta (26)Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Paulo Camisotti é investigado por suposta participação em esquema de descontos não autorizados em benefícios do INSS e foi convocado por requerimento de parlamentares do Novo. Ele é filho e sócio de Maurício Camisotti, preso sob acusação de envolvimento nas fraudes.
O deputado Edson Cunha de Araújo é citado em investigações da Polícia Federal por movimentações financeiras relacionadas a entidade de trabalhadores da pesca e aquicultura no Maranhão.
Já o advogado Cecílio Galvão teria recebido cerca de R$ 4 milhões de entidades investigadas e é sócio de empresa que presta serviços a institutos de previdência em diferentes estados.
A comissão também analisa pedidos de quebra de sigilo envolvendo operações atribuídas à empresária Danielle Miranda Fontelles, apontada como responsável por estruturas no exterior ligadas à movimentação de recursos.
Há ainda requerimentos relacionados a Gustavo Marques Gaspar, ao Banco Master, à Pay Brokers EFX Facilitadora de Pagamentos e à empresa Foliumed Brasil, citados em apurações sobre possíveis irregularidades em descontos consignados.
Outro pedido prevê a convocação da diretora de Tecnologia da Informação do INSS, Léa Bressy Amorim, para prestar esclarecimentos sobre governança e segurança dos sistemas da autarquia.
Fonte: ND Mais