• 25 de fevereiro de 2026

‘Filho do rapaz’: mensagem interceptada leva CPMI do INSS a votar quebra de sigilo de Lulinha

CPMI do INSS vota quebra de sigilo de Lulinha e ouve investigados em sessão no Senado que analisa fraudes em benefícios previdenciários

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Fábio Luís Lula da Silva, o LulinhaFoto: The Rio Times/Reprodução/ND Mais

A CPMI do INSS vota nesta quinta-feira (26), às 9h, requerimentos que incluem a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de depoimentos de investigados e testemunhas no Senado.

A reunião será a 32ª da comissão que apura fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários. A pauta prevê a análise de 87 requerimentos, entre pedidos de quebra de sigilo, convocações e oitivas.

Após a votação, os parlamentares devem ouvir o empresário Paulo Camisotti, o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (MA) e o advogado Cecílio Galvão, segundo a Agência Senado.

Possível vínculo de Lulinha com pagamento de R$ 300 mil

O pedido de quebra de sigilos de Lulinha foi apresentado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Segundo o parlamentar, mensagens interceptadas em investigação citam possível vínculo do filho do presidente com pagamento de R$ 300 mil relacionado a empresa investigada.

Gaspar também menciona documentos que indicariam repasses de R$ 1,5 milhão entre empresas sob justificativa de serviços de consultoria, apontados como transações sem lastro econômico, hipótese ainda sob apuração.

Os outros investigados

Imagem de Paulo CamisottiPaulo Camisotti também será ouvido nesta quinta (26)Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Paulo Camisotti é investigado por suposta participação em esquema de descontos não autorizados em benefícios do INSS e foi convocado por requerimento de parlamentares do Novo. Ele é filho e sócio de Maurício Camisotti, preso sob acusação de envolvimento nas fraudes.

O deputado Edson Cunha de Araújo é citado em investigações da Polícia Federal por movimentações financeiras relacionadas a entidade de trabalhadores da pesca e aquicultura no Maranhão.

Já o advogado Cecílio Galvão teria recebido cerca de R$ 4 milhões de entidades investigadas e é sócio de empresa que presta serviços a institutos de previdência em diferentes estados.

Outras investigações

A comissão também analisa pedidos de quebra de sigilo envolvendo operações atribuídas à empresária Danielle Miranda Fontelles, apontada como responsável por estruturas no exterior ligadas à movimentação de recursos.

Há ainda requerimentos relacionados a Gustavo Marques Gaspar, ao Banco Master, à Pay Brokers EFX Facilitadora de Pagamentos e à empresa Foliumed Brasil, citados em apurações sobre possíveis irregularidades em descontos consignados.

Outro pedido prevê a convocação da diretora de Tecnologia da Informação do INSS, Léa Bressy Amorim, para prestar esclarecimentos sobre governança e segurança dos sistemas da autarquia.

Fonte: ND Mais

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