• 25 de março de 2026

EUA apresentam proposta para encerrar guerra e buscam acordo com Irã, diz NYT

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que negociações estão em andamento

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Plano dos EUA para fim da guerra no Oriente Médio é enviado ao IrãFoto: Reprodução/ND Mais

Os Estados Unidos enviaram ao Irã um plano com 15 pontos para tentar encerrar a guerra no Oriente Médio, em meio à escalada do conflito e aos impactos econômicos globais. A proposta foi apresentada por meio do Paquistão, segundo informações do New York Times.

A iniciativa indica uma tentativa mais intensa de buscar uma saída diplomática para a guerra, que já entra na quarta semana.

Proposta ainda gera incertezas

Não está claro até que ponto o plano foi compartilhado entre autoridades iranianas ou se será aceito como base para negociação. Também não há confirmação sobre o apoio de Israel, que atua militarmente ao lado dos Estados Unidos no conflito.

Mesmo sem detalhes públicos, autoridades ouvidas sob anonimato indicaram que o conteúdo aborda pontos centrais como o programa nuclear e os mísseis balísticos iranianos.

Desde o início da ofensiva, em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel têm como alvo estruturas ligadas a esses programas, incluindo lançadores e instalações de produção. Os dois países afirmam que não permitirão que o Irã desenvolva armas nucleares.

Conflito segue com ataques e tensão

Apesar das investidas, o Irã mantém ataques com mísseis contra Israel e países árabes vizinhos. O país também ainda possui cerca de 440 quilos de urânio altamente enriquecido.

Outro ponto sensível do plano envolve rotas marítimas. Desde o início da guerra, o Irã tem dificultado a passagem de embarcações ocidentais pelo Estreito de Ormuz, uma área estratégica para o transporte global de petróleo e gás natural. A situação tem pressionado os preços dessas commodities no mercado internacional.

Guerra deve continuar no curto prazo

Até agora, não há sinais de redução imediata dos confrontos. Autoridades israelenses indicam que a guerra pode se estender por semanas.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que negociações estão em andamento, mas destacou que as operações militares seguem ativas.

“Enquanto o presidente Trump e seus negociadores exploram essa nova possibilidade de diplomacia, a Operação Epic Fury continua sem interrupções para atingir os objetivos militares definidos pelo comandante em chefe e pelo Pentágono”, disse Leavitt.

Paquistão atua como intermediário

O principal canal de comunicação entre Estados Unidos e Irã tem sido o chefe do Exército do Paquistão, Syed Asim Munir.

Segundo autoridades, ele mantém relações próximas com a Guarda Revolucionária iraniana, o que facilita o envio de mensagens entre os dois lados.

Munir chegou a entrar em contato com Mohammad Bagher Ghalibaf, propondo que o Paquistão sedie negociações diretas entre os países.

Ele também se reuniu duas vezes, em 2025, com o presidente Donald Trump, que já fez elogios públicos ao militar.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que o país apoia as tentativas de diálogo.

“Sujeito à concordância dos Estados Unidos e do Irã, o Paquistão está pronto e honrado em sediar e facilitar negociações significativas e conclusivas para um acordo abrangente do conflito em andamento”, escreveu Sharif.

Dificuldades internas no Irã

Do lado iraniano, a resposta à proposta pode não ser imediata. Autoridades enfrentam dificuldades de comunicação interna e temem novos ataques caso realizem reuniões presenciais.

Logo no primeiro dia da guerra, Israel atingiu um centro de liderança em Teerã e matou o líder supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, além de outros integrantes de alto escalão.

Ainda não está claro quem concentra o poder de decisão no país em relação à guerra e às negociações.

Possível cenário político

A disposição da Casa Branca em negociar também sinaliza que os Estados Unidos podem aceitar a permanência do atual regime iraniano, ao menos temporariamente, ainda que enfraquecido.

Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, têm alternado posições sobre a possibilidade de exigir uma mudança de regime como parte dos objetivos do conflito.

*As informações são do New York Times.

Fonte: ND Mais

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