• 26 de janeiro de 2026

Esses 7 sinais no pé podem indicar que o seu fígado não está bem; veja o que fazer

O simples hábito de observar os pés pode ajudar a identificar sinais precoces de que o fígado está apresentando problemas

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Esses 7 sinais no pé podem indicar que o seu fígado não está bemFoto: Reprodução/ND Mais

Na maioria das vezes, as doenças do fígado evoluem de forma silenciosa. Quando os sintomas aparecem, o quadro já pode estar em estágio avançado, o que dificulta o tratamento e aumenta o risco de complicações.

Por isso, pequenos sinais do corpo, como nos pés, podem funcionar como alertas importantes de que algo não vai bem. A atenção a essas manifestações pode ajudar no diagnóstico precoce e na prevenção de problemas mais graves.

Segundo o cardiologista André Luís Wambier, alterações visíveis e sensações incomuns nos pés estão entre os sinais que podem surgir quando o fígado não consegue exercer suas funções adequadamente, como produzir proteínas, metabolizar hormônios e eliminar toxinas do organismo.

Estima-se que as doenças hepáticas sejam responsáveis por cerca de 50 mil mortes por ano no Brasil, muitas delas em pessoas que desconheciam o problema. Por isso, é tão importante um diagnóstico precoce. Pensando nisso, o cardiologista listou os principais sintomas que indicam problemas no fígado que surgem nos pés. Veja abaixo!

7 sinais no pé que podem indicar problemas no fígado

1. Inchaço nos pés e tornozelos

Um dos sinais mais comuns é o inchaço nos pés e tornozelos, especialmente no fim do dia. Isso pode ocorrer quando o fígado deixa de produzir quantidades adequadas de albumina, proteína responsável por manter o líquido dentro dos vasos sanguíneos. Com a redução dessa proteína, o líquido extravasa e se acumula nas pernas, causando edema.

Um dos sinais mais comuns é o inchaço nos pés e tornozelos, especialmente no fim do diaUm dos sinais mais comuns é o inchaço nos pés e tornozelos, especialmente no fim do diaFoto: Reprodução/ND Mais

Um teste simples é pressionar o tornozelo por alguns segundos. Se formar uma “covinha” que demora a desaparecer, pode ser o chamado sinal do cacifo.

O inchaço, no entanto, não é exclusivo de doenças hepáticas e também pode estar relacionado a problemas cardíacos, renais, varizes ou longos períodos em pé.

A atenção deve ser redobrada quando o sintoma surge de forma recente, piora progressivamente ou vem acompanhado de outros sinais.

2. Pele seca e rachaduras persistentes

Calcanhares rachados e pele excessivamente seca nos pés costumam ser associados ao clima, ao uso de calçados inadequados ou à falta de hidratação.

Porém, em alguns casos, o problema pode estar ligado à dificuldade do fígado em processar a bile, o que prejudica a absorção de vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K. A deficiência dessas vitaminas afeta diretamente a saúde da pele.

Quando as rachaduras persistem mesmo com o uso de cremes hidratantes e surgem associadas a inchaço, coceira ou alterações na urina, a recomendação é procurar avaliação médica.

3. Coceira intensa, principalmente à noite

A coceira nas plantas dos pés, sem lesões aparentes, que piora durante a noite, pode estar relacionada ao acúmulo de sais biliares no sangue.

Coceira no pé é outro sinalCoceira no pé é outro sinalFoto: Reprodução/ND Mais

Quando o fígado não consegue eliminar essas substâncias corretamente, elas se depositam na pele e irritam as terminações nervosas.

Diferente de alergias, essa coceira costuma ser profunda, seca e sem vermelhidão visível, podendo interferir no sono.

4. Câimbras frequentes nas pernas

Câimbras noturnas recorrentes também podem ser um sinal de alerta. Em doenças hepáticas mais avançadas, ocorrem alterações no equilíbrio de eletrólitos e no volume de líquidos do corpo, favorecendo essas contrações musculares dolorosas.

Embora câimbras sejam comuns após exercícios intensos ou desidratação, a repetição frequente, associada a outros sintomas, merece investigação.

5. Alterações nas unhas

O médico Wambier explica que unhas esbranquiçadas ou com aspecto leitoso, conhecidas como “unhas de Terry”, costumam surgir em pacientes com cirrose. Elas apresentam coloração pálida, com apenas uma faixa rosada na extremidade.

Essa alteração ocorre por mudanças na vascularização do leito ungueal. Embora possa surgir com o envelhecimento ou outras condições, cerca de 80% dos pacientes com doença hepática grave apresentam esse sinal.

Infecções fúngicas persistentes nas unhas também podem indicar queda da imunidade, algo comum em doenças do fígado e em pessoas com diabetes.

6. Pontos vermelhos na pele

Pequenos pontos vermelhos com ramificações finas, conhecidos como angiomas em aranha, podem surgir nos pés, pernas, tronco e rosto.

Eles aparecem quando o fígado não metaboliza adequadamente o estrogênio, levando à dilatação de pequenos vasos sanguíneos.

Quando múltiplos e associados a outros sinais, aumentam a suspeita de doença hepática crônica.

7. Pele fina e veias aparentes

A pele muito fina, brilhante e com veias mais visíveis no dorso dos pés é um sinal sutil e pouco específico. Isoladamente, não indica doença hepática, mas, quando surge junto a inchaço, coceira intensa, urina escura ou fezes claras, deve ser levado à sério.

A pele muito fina também é preocupanteA pele muito fina também é preocupanteFoto: Reprodução/ND Mais

Outros sinais que indicam problema no fígado

Além das alterações visíveis nos pés, alguns sintomas sistêmicos também podem gerar alerta. Entre eles, estão:

  • Fadiga intensa e persistente;
  • Confusão mental ou sonolência excessiva;
  • Náusea;
  • Perda de apetite;
  • Urina escura;
  • Fezes muito claras e icterícia;
  • Amarelamento da pele e dos olhos.

A presença de dois ou mais desses sintomas, ou a piora rápida de um deles, exige avaliação médica imediata.

O que fazer para proteger o fígado?

O médico cardiologista destaca que a prevenção é um dos pilares para manter a saúde hepática. Reduzir ou evitar o consumo de álcool é uma das principais medidas, já que a substância está associada a cirrose e diversos tipos de câncer.

Além disso, a perda de peso, quando indicada, ajuda a combater a esteatose hepática, condição que atinge mais de 30% dos brasileiros.

A prática regular de atividade física, aliada a uma alimentação rica em vegetais, frutas, grãos integrais, azeite de oliva e peixes, também protege o fígado.

Outra recomendação do médico é sobre o uso indiscriminado de medicamentos, como paracetamol e anti-inflamatórios, que deve ser evitado. Manter a vacinação contra hepatites A e B em dia e realizar exames de rastreamento, especialmente após os 40 anos ou na presença de fatores de risco, completa o cuidado preventivo.

Fonte: ND Mais

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