• 4 de abril de 2025

Escolha o coado! Máquinas de café automáticas podem aumentar o colesterol ruim, aponta estudo

Contudo, não é só o modelo que importa, mas o cuidado e manutenção das cafeteiras também faz diferença para a saúde

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Se você toma café todos os dias no trabalho, é bom prestar atenção na forma como ele é preparado. Uma pesquisa recente mostrou que o método usado por máquinas de café automáticas pode aumentar o colesterol ruim e afetar a saúde do coração.

O estudo foi liderado por cientistas da Universidade de Uppsala em parceria com a Universidade de Tecnologia Chalmers, na Suécia.

Os cientistas descobriram que as máquinas automáticas deixam passar substâncias que elevam o colesterol, como cafestol e kahweol.

Esses compostos, chamados diterpenos, são conhecidos por afetar negativamente o perfil lipídico do sangue.

Segundo os especialistas, isso acontece porque nas máquinas de café automáticas, a filtragem do pó é limitada ou inexistente.

Máquinas de café automáticas
Máquinas de café automáticas apresentaram os maiores níveis de substâncias que elevam o colesterol ruim – Foto: Reprodução/ND

Ao contrário das cafeteiras que usam filtros de papel, geralmente mais eficientes para barrar esses compostos.

“Embora faltem estudos controlados que meçam o efeito direto nos níveis de colesterol, os níveis detectados em muitas amostras são suficientes para ter um efeito biológico plausível”, afirmou David Iggman, principal autor da pesquisa.

A pesquisa que estudou máquinas de café automáticas

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores analisaram 14 máquinas diferentes em escritórios, testando cinco marcas comerciais de café.

Cada máquina foi avaliada duas vezes a cada duas ou três semanas. O café feito por infusão automática foi o que apresentou as maiores concentrações de diterpenos, enquanto o café feito com líquido concentrado teve níveis mais baixos.

O café coado tem mais eficiência em filtras substâncias ruins do que máquinas de café automáticas
O coador tem mais eficiência em filtrar substâncias ruins do que máquinas de café automáticas – Foto: Freepik/ND

O café fervido sem filtragem liderou o ranking de compostos prejudiciais, seguido por alguns expressos.

Já prensa francesa, o café coado com pano e a cafeteira tradicional apresentaram níveis variados, dependendo do tipo de filtragem.

No entanto, eles perceberam que a mesma máquina podia produzir cafés com níveis distintos de substâncias, dependendo do tipo de pó, da frequência de uso e da manutenção.

Ou seja, não é só o modelo que importa, mas o cuidado e manutenção do equipamento também faz diferença.

Fonte: ND Mais

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