• 20 de outubro de 2026

Epagri de Videira pesquisa bioinsumos para tornar produção de vinhos sustentável

Pesquisadores da Estação Experimental da Epagri em Videira buscam alternativas sustentáveis para a viticultura catarinense.

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Fotos: Pablo Gomes/Epagri

A Estação Experimental da Epagri em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, dedica-se a pesquisas com bioinsumos para promover maior sustentabilidade na produção de vinhos. O trabalho busca encontrar alternativas para substituir agroquímicos, visando a melhoria da saúde do solo e o fortalecimento dos cultivos locais.

Pesquisa e desenvolvimento

O projeto é conduzido pelo engenheiro-agrônomo Rafael Ricardo Cantú, com o suporte de pesquisadores e técnicos de campo. A equipe estuda o desenvolvimento de fertilizantes produzidos a partir de resíduos, com aplicação direta nos vinhedos da região de Videira para elevar a qualidade da produção.

Conforme dados da Blink/CropLife Brasil, o mercado de insumos agrícolas biológicos cresceu 22% ao ano no Brasil nos últimos três anos. O Ministério da Agricultura e Pecuária aponta que 49% dos produtores brasileiros já utilizam algum tipo de bioinsumo, o que coloca o país em destaque global no setor.

Parcerias com frigoríficos

Experiências anteriores coordenadas por Rafael Cantú, quando atuava na unidade de Itajaí, estabeleceram parcerias com a Pamplona Alimentos S/A. O projeto transforma resíduos de frigoríficos de Rio do Sul e Presidente Getúlio em insumos de alta qualidade.

Atualmente, um novo projeto ocorre em conjunto com o frigorífico São João, em São João do Itaperiú. Os resíduos do abate bovino são processados para criar fertilizantes que apresentam potencial de melhoria para o solo e para o ambiente.

Impacto na economia circular

A tecnologia desenvolvida pela Epagri está em expansão e já é aplicada em frutíferas e hortaliças. Segundo Rafael Cantú, o uso desses produtos promove a redução de agroquímicos importados e estimula a economia circular.

“O uso destes bioinsumos vem promovendo a melhoria dos solos, dos cultivos e do ambiente como um todo. Também promove a redução do uso dos agroquímicos importados, proporcionando uma maior sustentabilidade das cadeias produtivas envolvidas, além de gerar empregos, renda e a promoção da economia circular”, afirmou Rafael Cantú.

Fonte: RBV

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