Macaé Evaristo citou necessidade de perspectiva acolhedora e encaminhamento de população em situação de rua a centros de saúde
Macaé Evaristo, ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, defende abordagem humanizada a pessoas em situação de rua – Foto: Germano Rorato/ND
Macaé Evaristo, ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, defendeu uma “abordagem humanizada” a pessoas em situação de rua em Santa Catarina. A declaração foi feita em coletiva de imprensa na sede da Defensoria Pública do estado, em Florianópolis, na terça-feira (12).
“Somos contrários a qualquer ação violenta, higienista, preconceituosa contra pessoas em situação de rua. O ministério atua na perspectiva de garantir direitos e precisamos pensar em uma abordagem mais humanizada a essa população”, declarou.
A ministra afirmou que a abordagem deve visar um encaminhamento, caso necessário, dessas pessoas para centros de saúde. Ela também destacou que parte das residências construídas no programa Minha Casa, Minha Vida são destinadas a esse grupo vulnerável.
“Prefeituras que têm trabalhado nessa perspectiva acolhedora, têm atuado para que essa população passe por uma política de aluguel social e, posteriormente, seja incorporada por meio das novas habitações do Minha Casa Minha Vida”, comentou.
Sobre a reinserção social de pessoas em situação de rua, Macaé Evaristo reitera que o ministério visa “qualificação profissional e elevação de escolaridade”, sendo esses dois eixos importantes para recolocação no mercado de trabalho.
A ministra dos Direitos Humanos e Cidadania se posicionou a favor da regulamentação das plataformas digitais no Brasil. Entre os problemas encontrados no meio digital atualmente, Macaé citou a exposição de crianças ao trabalho.
Ministra entende que regulamentação das redes pode auxiliar no combate a organizações criminosas no meio digital – Foto: Germano Rorato/ND
“Temos uma posição muito firme, contrária à inclusão de crianças no trabalho na internet. Muitas redes criminosas se utilizam da internet para monetizar ódio, adultização e exploração sexual de crianças e adolescentes. Se não incidirmos sobre as redes, não conseguimos chegar nessa monetização”, observa.
Macaé Evaristo também mencionou os jogos de azar como um dos problemas enfrentados nas plataformas. “Eu falo que é o ‘cassino do bolso’. É muito importante que esse assunto ganhe visibilidade, pois as bets [apostas esportivas] têm arruinado muitas famílias”.
Fonte: ND Mais