O caso aconteceu apenas sete dias depois que a Anvisa proibiu a venda de lotes de produtos
Foto: Nestlé/Reprodução
Dois bebês de aproximadamente um ano foram intoxicados após consumir fórmulas infantis da Nestlé no Distrito Federal, conforme confirmou a Secretaria de Saúde do DF na terça-feira (13). O incidente ocorre apenas sete dias depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de lotes específicos da multinacional, medida tomada após a empresa iniciar um recall global por risco de contaminação pela toxina cereulide, produzida pela bactéria Bacillus cereus.
Os bebês apresentaram vômitos persistentes e diarreia, sintomas clássicos de intoxicação alimentar. Após a identificação dos lotes consumidos, as famílias suspenderam imediatamente o uso dos produtos e informaram que a saúde das crianças evolui de forma positiva.
“Os pais devem conferir se possuem o produto dos lotes contaminados. A lista está disponível no site da empresa, que oferece o suporte e oferece até um novo produto ao consumidor”, alertou a diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé.
A Anvisa informou que a proibição atinge produtos das marcas
Lotes fabricados a partir de um ingrediente importado de fornecedor global de óleos terceirizados.

A medida inclui a suspensão da comercialização, distribuição e uso desses produtos, bem como a notificação de drogarias, farmácias e pontos de venda, que podem ser responsabilizados caso comercializem os lotes recolhidos.
Segundo a Nestlé, os consumidores que possuírem os produtos afetados devem interromper imediatamente o uso e acionar o Serviço de Atendimento ao Consumidor para devolução e reembolso integral.
A multinacional também reforçou que está cooperando com as autoridades e que a qualidade e segurança dos alimentos são prioridades inegociáveis, implementando protocolos mais rigorosos de controle de qualidade.
Além desse caso, a Anvisa determinou recentemente o recolhimento de panetones da marca D’Viez e de outros produtos alimentícios que contenham cogumelos sem autorização, demonstrando atenção contínua à segurança alimentar no Brasil.
Fonte: RBV