Sintomas são diferentes dos homens e chegam a ser confundidos com estresse mental, emocional e psicossomático.
As doenças cardiovasculares nas mulheres já ultrapassam as estatísticas de câncer de mama e de útero. Entre as brasileiras, principalmente as que estão acima dos 40 anos, as doenças do coração chegam a representar 30% das causas de morte, a maior taxa da América Latina.
Além disso, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que as cardiopatias respondem por um terço das mortes de mulheres no mundo, ou seja, 8,5 milhões de óbitos por ano – mais de 23 mil por dia.
A Associação Americana de Cardiologia apontou que a sobrevida depois do infarto é de 8,2 anos para homens e apenas 5,5 anos para mulheres. E o risco de um segundo infarto é de 17% em homens e 21% em mulheres.
O infarto do miocárdio nas mulheres muitas vezes é ignorado porque os sintomas são diferentes dos homens e chegam a ser confundidos com estresse mental, emocional e psicossomático. Veja quais são:
Como os sintomas não são tão claros, as mulheres acabam não buscando ajuda médica. A cada 30 minutos de atraso, aumenta em 7% a mortalidade anual. Por isso o atendimento rápido é fundamental para salvar vidas.
"Estamos habituados a aprender que o sintoma de infarto é aquela dor no peito que vai para mandíbula e irradia pro braço. Isso é verdade na maioria dos homens. Na mulher não é bem assim. Ela não traz o sintoma clássico, ela vem com uma angústia mal definida, uma falta de ar sem explicação. Por isso ela procura atendimento tardiamente", alerta o cardiologista Roberto Botelho.
Ele alerta que o momento em que a mulher tem um infarto é diferente do homem. "Quando ela tem um infarto, ela é uma pessoa com mais fatores de risco e comorbidades".
Segundo Botelho, são vários fatores:
O cardiologista também alerta para os comportamentos de risco, como o tabagismo e o sedentarismo. "Isso tudo contribui para os fatores de risco do infarto: hipertensão, colesterol ruim e diabetes".
Fonte: G1