• 24 de novembro de 2022

Desempenho do Brasil na Copa do Mundo do Catar pode ajudar a estimular a economia do país

A seleção brasileira faz a sua estreia na Copa do Mundo Catar 2022 às 16h (horário de Brasília) desta quinta-feira (24), em duelo contra a Sérvia. O desempenho do time comandado por Tite pode valer mais que o troféu e representar também um incentivo para a economia nacional.

Desde a primeira conquista verde e amarela, em 1950, o PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país – avançou em todos os anos que marcam as vitórias da seleção. Apesar de perder força em quatro dos cinco anos seguintes às conquistas, a tendência de crescimento é mantida.

Os números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram ainda para uma retração econômica nos anos que sucedem derrotas marcantes da seleção canarinha, como em 1982 e o desastroso 7 a 1 contra a Alemanha, em 2014.

João Victorino, administrador especialista em finanças pessoais, explica que a vantagem econômica a partir do desempenho positivo da seleção reflete o avanço da euforia dos torcedores.

“No caso de uma eventual conquista da nossa seleção, uma sensação de otimismo pode ser gerada nas pessoas, o que gera um maior fluxo de investimento em negócios por expectativa de aumento de demanda”, afirma Victorino.

Com o período diferente de realização do Mundial e o crescimento da economia já sinalizado por agentes do mercado financeiro, Victorino avalia que será “pouco provável” um impulsionamento do PIB em função da Copa deste ano.

“Há segmentos que não obtêm vantagens com as paralisações para assistirmos aos jogos, como os ramos de restaurantes e fast-food, indústrias tradicionais e comércio varejista”, destaca o analista.

O ramo cervejeiro, que projeta crescimento de 8% neste final de ano, aparece entre os mais empolgados com a realização do evento esportivo e aposta na venda de mais de 15,4 bilhões de litros do líquido.

“A volta dos grandes eventos como a Copa do Mundo, festivais e a chegada do verão vai aquecer ainda mais a indústria da cerveja. Após a flexibilização imposta pela pandemia da Covid-19, a expectativa é que o consumo retorne com mais força em bares e restaurantes”, comemora Luiz Nicolaewsky, superintendente do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja).

Bolsas de valores

Dados do banco Goldman Sachs compilados entre as Copas de 1974 e 2010, que não contam com os números da Argentina (campeã em 1978 e 1986), indicam para uma relação positiva entre a vitória no Mundial e o desempenho do mercado acionário dos campões.

Com exceção de 2002 (-18,9%), ano em que o Brasil vivia um momento turbulento com a proximidade das eleições presidenciais, as Bolsas dos países campeões têm um salto médio de 3,5% no mês após a conquista. Os principais destaques ficam por conta do Brasil de 1994 (+21,1%) e da Itália de 1982 (+9,5%).

O estudo também evidencia que a euforia pós-conquista não é duradoura e os mercados de ações dos vencedores desaceleram para uma alta média de 1,8% no trimestre seguinte à vitória e desabam cerca de 4% após um ano.

Para Victorino, a busca por explicações para o andamento futuro da Bolsa nacional “independe da Copa” e não tende a aliviar os temores de rombo nas contas públicas evidenciados pela equipe de transição para o terceiro mandato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

“A sofisticação da nossa economia supera eventos específicos há muito tempo. Esperamos que o próximo governo tenha um ótimo time a fim de conseguir a melhor equação para vencer os desafios, que são muito grandes”, analisa ele.

Fonte: ND Mais

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