Advogados afirmam que decisão ainda não é definitiva, questionam fundamentos da condenação e confirmam recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina
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A defesa da professora condenada pela Comarca de Tangará se manifestou oficialmente após a divulgação da sentença relacionada ao caso. Em nota encaminhada à imprensa, os advogados informaram que irão recorrer da decisão e contestaram os fundamentos que levaram à condenação.
Segundo a defesa, a publicidade dada ao caso causou estranheza, uma vez que o processo tramita sob segredo de justiça e ainda não houve trânsito em julgado, ou seja, a decisão não é definitiva e pode ser modificada pelas instâncias superiores.
Os advogados afirmam que, ao longo de toda a tramitação processual, sustentaram a inexistência dos elementos necessários para a configuração do crime de maus-tratos. Conforme a nota, a acusação não teria demonstrado de forma suficiente a intenção de causar sofrimento ou expor as crianças a situações de risco.
A defesa também argumenta que aspectos considerados relevantes para a compreensão dos fatos não teriam sido devidamente analisados durante o julgamento. Entre eles, estariam circunstâncias relacionadas ao contexto em que os episódios ocorreram e às condições do ambiente de trabalho.
Diante da condenação em primeira instância, os representantes da professora confirmaram que irão apresentar recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). O objetivo é buscar a revisão completa da sentença.
De acordo com os advogados, há confiança de que a instância superior realizará uma nova análise dos fatos e das provas apresentadas ao longo do processo.
A defesa reafirma o entendimento de que a acusada não possui responsabilidade penal pelos fatos apontados na ação e acredita que a decisão poderá ser reformada durante a tramitação recursal.
Embora a sentença tenha sido proferida pela Comarca de Tangará, o caso segue em andamento na esfera judicial. Como ainda cabe recurso, a condenação não transitou em julgado e poderá ser reavaliada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
A expectativa agora é pela apresentação das razões recursais e pela análise do processo pelos desembargadores da corte estadual.
Fonte: RBV